CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 20.04.2021

CAMINHOS DA ZONA SUL______________Paulo Gastal Neto

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Polêmica I – O movimento Juntos Pela Duplicação da BR-116 realizou, na semana passada, reunião para conhecer a proposta apresentada pela ECOSUL ao Ministério de Infraestrutura. O encontro contou com a participação de lideranças da zona sul, deputados estaduais e federais e representantes da concessionária. Os dados foram apresentados pelo diretor superintendente da empresa concessionária, Fabiano Martins de Medeiros, que disse que entre as propostas está a redução do valor das tarifas do trecho entre Rio Grande e Porto Alegre mediante a construção de duas novas praças de pedágio. Com isso, a empresa assumiria a conclusão das obras de duplicação da BR-116 em até dois anos.
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Polêmica II – O representante da ECOSUL adiantou que as novas cabines de cobrança estariam posicionadas no trecho entre Camaquã e Porto Alegre, onde atualmente não há nenhuma concessão vigente. Com isso, o preço de R$ 12,30 por eixo seria inicialmente reduzido em 40% e passaria a ser de R$ 7,38, valor que seria cobrado nas cinco praças ao longo do percurso. A proposta contempla, ainda, a duplicação do Lote 4 da BR 392, no distrito industrial de Rio Grande, a recuperação da ponte desativada sobre o canal São Gonçalo, e a conclusão da duplicação da BR 290, entre o entroncamento com a BR-116 e o município de Pantano Grande. Essas ações permitiriam a solução dos gargalos logísticos existentes, segundo a ECOSUL.
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Polêmica III – Assim como o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o governador Eduardo Leite também tomou conhecimento da proposta e designou o secretário extraordinário de parcerias, Leonardo Busato, para analisar se a proposta pode ou não ser melhorada. A União também deverá deliberar sobre a proposição, a qual o grupo enxerga como ousada. Responsável pelo escoamento da produção gaúcha, a BR-116 se caracteriza como uma das principais rodovias do estado e a conclusão de sua obra de duplicação é um dos desejos de quem diariamente a utiliza para chegar até o Porto do Rio Grande.  É aqui no extremo sul que 27% do economia do estado ganha o mercado internacional.
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Aérea – Em trâmites finais para o lançamento da companhia aérea Itapemirim Transportes Aéreos (ITA), do Grupo Itapemirim. Na semana passada foram realizados voos de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para obtenção do Certificado de Operador Aeronáutico (COA). O documento é um importante passo para que a empresa possa, de fato, iniciar as operações no Brasil. A companhia pretende utilizar o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte como “hub”. Com a falência da Avianca hoje há uma lacuna a ser preenchida por uma nova companhia aérea, não só pela ausência de um número relevante de participantes no mercado, mas também pelas dimensões do país que justificam novas companhias aéreas e exploração de novas rotas. Inicialmente a ITA voará para Porto Alegre na região sul. Vai atender também São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte. A cor das aeronaves será a mesma utilizada nos ônibus Itapemirim: o amarelo.
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Papel – A CMPC, que arrematou em leilão o direito de operar o terminal portuário de Pelotas pelos próximos dez anos, deverá investir cerca de R$ 16 mi em melhorias de infraestrutura durante o período da concessão. A CMPC investe no local desde 2016, quando começou suas atividades hidroviárias em Pelotas. Na época, foram gerados 800 empregos diretos e indiretos. Nestes cinco anos de atuação, a empresa foi responsável por mais de R$ 25 milhões em investimentos, que foram destinados a melhorias em infraestrutura, obras de controle ambiental, dragagem, calçamento, pavimentação de vias do entorno e apoio a iniciativas sociais nas comunidades vizinhas – este último num valor próximo dos R$ 2,5 milhões.
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Até a próxima!

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