BIANCHINI TAMBÉM UTILIZA A HIDROVIA DA LAGOA DOS PATOS

A Bianchini atua no ramo industrial de extração de óleos vegetais e produção de farelos, a partir do processamento da soja. Também presta serviços de beneficiamento de grãos, de logística e armazenagens, além de embarques portuários de granéis sólidos e líquidos.

A Bianchini é mais uma empresa que vem se utilizando constantemente da hidrovia da Lagoa dos Patos, assim como a CMPC. A interligação de modais é um dos destaques dessa empresa que tem sedes em Rio Grande e Canoas. As fábricas da Bianchini estão equipadas para movimentar mercadorias através dos modais rodoferrohidroviários. A fábrica localizada em Rio Grande integra um complexo armazenador-industrial-portuário, líder local na movimentação de produtos do complexo soja e de cavacos de madeira. A de Canoas está interligada a um terminal fluvial de barcaças na margem esquerda do Rio dos Sinos, pelo qual é escoada sua produção, transitando pela hidrovia da Lagoa dos Patos.

Essa hidrovia dá suporte às fabricas, interligando Canoas com o terminal marítimo do Superporto de Rio Grande e fazendo o sentido inverso pela internação de mercadorias importadas (grãos).

Através do Terminal de Transbordos Rodoferroviários de Cruz Alta, a empresa transfere por ferrovia ao complexo de Rio Grande, a maior parcela dos volumes de grãos adquiridos nas regiões de produção do Rio Grande do Sul. O volume anual de soja transitado por essa instalação supera as 700 mil toneladas.

Com o processo de interiorização de suas atividades, iniciado em 1981, a Bianchini instalou diversos postos de recebimento no Rio Grande do Sul. Com essa estrutura, a empresa alcançou uma participação de 18% a 20% no mercado de soja no estado.

Com forte presença em todas as regiões de produção de grãos no RS, atua diretamente junto às milhares de famílias de agricultores e suas cooperativas de produção e comercialização estabelecidas e, também, junto aos demais integrantes da cadeia agrícola.

Anualmente, a Bianchini comercializa 2,5 milhões de toneladas (o equivalente a 14% da safra gaúcha e 2% da brasileira). A empresa também utiliza 1,5 milhão de toneladas no processo industrial e exporta e/ou comercializa 1 milhão de toneladas In natura. Como resultado, a empresa também gera receitas de bens e serviços junto às comunidades onde se situa, garantindo, permanentemente, 900 vagas de empregos diretos, além de outros indiretos, calculados em milhares junto aos seus inúmeros fornecedores de insumos, equipamentos e prestadores de serviços.

Operando nesse setor desde 1965, destina a produção de óleo degomado para refino e posterior uso comestível ou energético, enquanto os diversos tipos de farelos produzidos (de baixos e altos teores proteicos) são canalizados à exportação e/ou à fabricação de ração animal. Eventualmente também exporta parcelas de soja em grão beneficiada.

Suas duas fábricas, localizadas nas cidades de Canoas e Rio Grande, que, juntas, têm capacidade de processar o expressivo volume anual de 1,5 milhão de toneladas. Nelas, juntamente com a estrutura de dez postos de recebimento de grãos estrategicamente distribuídos no Estado, a empresa está em condições de armazenar 1,6 milhão de toneladas de grãos e farelos, além de 115 mil toneladas de óleos vegetais.

Complementarmente, dando sustentação estratégica às suas operações, são desenvolvidas atividades na área agrícola (reflorestamento) e pecuária (engorda de semoventes).

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