COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 01.12.2020

CAMINHOS DA ZONA SUL_________________________Paulo Gastal Neto

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Energia I – Contrastando com o Amapá, o RS teve na semana passada uma excelente notícia: Entrou em funcionamento a Central Térmica Uruguaiana (ex-AES Uruguaiana), gerando 250 MW/mês de energia para o sistema nacional. O retorno dos trabalhos na usina é muito importante para o Estado e o município, pois significa o aumento na arrecadação de impostos. Construída na década de 1990 e inaugurada em 2000, a usina de Uruguaiana foi a primeira termoelétrica a operar no País. Sob a administração da AES, interrompeu os trabalhos em 2009 por conta da quebra de contrato dos fornecedores de gás-natural, e reabriu em caráter emergencial em 2013, 2014 e 2015, por períodos temporários. Adquirida em setembro pela empresa argentina SAESA SOLUCIÓN ENERGÉTICA, que explora jazidas de gás, deve entrar em um novo processo, mais promissor, por conta da companhia não depender de fornecedores externos. Fundada em 2006, a empresa é especialista em negócios envolvendo produtores de gás e energia, especialmente energia renovável, e consumidores.

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Energia II – A linha que sai de Uruguaiana e vai até Garruchos tem como insumo principal o gás natural, que vem da Argentina. Com possibilidade de enviar energia para os dois países, a estrutura deve atender especialmente à demanda brasileira, suprindo principalmente os períodos de seca, que prejudicam a produção das hidroelétricas espalhadas pelo território nacional. A linha sai de Uruguaiana e percorre cerca de 270 quilômetros até Garruchos, onde fica a estação conversora da usina e que tem como insumo principal o gás natural vindo da Argentina. Com possibilidade de enviar energia para os dois países, a estrutura deve atender em especial à demanda brasileira, suprindo principalmente os períodos de seca, que prejudicam a produção das hidrelétricas espalhadas pelo território nacional.

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Florestas – Para aumentar o valor agregado do plantio de eucalipto, que tem a sua produção fundamentalmente vinculada no RS à geração de celulose, o segmento florestal aposta na diversificação da utilização dessa madeira. Entre os possíveis aproveitamentos estão a fabricação de casas, móveis, pallets, painéis de MDF e MDP e a geração de energia. Os primeiros eucaliptos chegaram ao Estado no século XIX e a lenha de eucalipto, no passado, foi empregada em atividades como a secagem do fumo, mas a escala de plantações tomou outra proporção depois da instalação da unidade de celulose da Borregaard, no município de Guaíba, na década de 1970. Hoje, o complexo pertence à chilena CMPC. O Rio Grande do Sul possui atualmente um pouco mais de 1 milhão de hectares de florestas plantadas, sendo 668 mil hectares voltados para o plantio de eucaliptos.

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CMPC – E por mencionar a CMPC ali em cima, informo que a maior indústria do Rio Grande do Sul recebeu quatro reconhecimentos por seu desempenho financeiro, gestão de pessoas, práticas sustentáveis e combate ao coronavírus. Os prêmios atestam a excelência das iniciativas que a empresa tem desenvolvido ao longo dos últimos meses em meio a uma revolução de tecnologias, tendências e novos hábitos. Depois de ter sido eleita a maior e melhor empresa no setor de Papel e Celulose pelo Prêmio Valor 1000, em 2019, na edição de 2020, a CMPC conquistou o 1º lugar em margem de Ebtida e foi considerada a maior e melhor empresa do setor na Região Sul. Recentemente também ficou em 1º lugar em Gestão de Pessoas e 2º lugar em Desempenho Financeiro no Anuário Época Negócios 360º, além de vencer nas categorias Multipúblicos e Gestão de Crise no Prêmio Aberje Região Sul, maior premiação da área de Comunicação do País. Em março deste ano, a companhia obteve, ainda, destaque  como a empresa mais lembrada e preferida pelos gaúchos na categoria Marca Ambiental do 22º Prêmio Marcas de Quem Decide, promovido pelo Jornal do Comércio.

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Até a próxima!

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