PORTO DE RIO GRANDE HOMOLOGA NOVO CALADO NESTA SEGUNDA-FEIRA

Investimento foi de R$ 368 milhões na dragagem do porto WENDERSON ARAUJO/TRILUX/CNA/DIVULGAÇÃO/JC

Jefferson Klein – DO JORNAL DO COMÉRCIO
Apesar da obra de dragagem do calado do Porto de Rio Grande já ter sido feita na prática, para que o complexo aproveite essa vantagem competitiva e que navios de maior porte possam atracar nos terminais é preciso homologar a nova profundidade – na prática, uma inauguração oficial. Essa medida ocorre nesta segunda-feira (26) com a presença do ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O evento ocorre no Palácio Piratini, em Porto Alegre, com as presenças do governador Eduardo Leite, do secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, e do vice-almirante da Marinha do Brasil, Henrique Renato Baptista de Souza. Com a homologação, o calado do porto gaúcho passará oficialmente de 12,8 metros para 14,5 metros. O contrato original da dragagem foi assinado em julho de 2015 e projetava remover em torno de 18 milhões de metros cúbicos de sedimentos. O consórcio vencedor da disputa para realizar o serviço foi formado pelas empresas Jan de Nul do Brasil e Dragabrás, que fecharam na época o acordo por R$ 368,6 milhões (recurso proveniente do governo federal).
O superintendente dos Portos do Rio Grande do Sul, Fernando Estima, argumenta que o novo calado vai permitir o barateamento do frete e melhores condições para os contratos de seguro. O dirigente participou da conferência sobre o tema Complexo Portuário do Rio Grande do Sul: Infraestrutura, Perspectivas e Desafios promovido pela Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), com transmissão pelo YouTube. Na ocasião, o superintendente adiantou que a partir do primeiro semestre do próximo ano a ideia é elaborar uma licitação para fazer a dragagem permanente do porto, evitando o assoreamento e a consequente redução do calado. Além disso, Estima informou que, na sua vinda ao Rio Grande do Sul, o Ministro de Infraestrutura deve anunciar uma dragagem na Lagoa Mirim, o que facilitaria a ligação hidroviária entre o Estado e o Uruguai.
Outro ponto citado pelo dirigente é a ideia de que a Superintendência deixe de ser uma autarquia e passe a operar como uma empresa pública. Ele diz que não será constituída uma companhia mista, porque a legislação não permite. Estima acrescenta que a intenção é que essa mudança ocorra ainda em 2020. “Isso tem que acontecer porque, primeiramente, a União quer um único modelo de gestão para todos os portos e ela elegeu as empresas públicas ou privadas e não as autarquias”, frisa. Ao se formar uma companhia para administrar os portos, o superintendente sustenta que aumenta o profissionalismo no setor. Ele salienta que a legislação determina que as diretorias de empresas públicas precisam ser técnicas e não apenas indicação política, além de haver ganhos contábeis com a transição.

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