COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 19.07.2022

Caminhos da Zona Sul__________________________Paulo Gastal Neto

Agro I – O Banrisul lançou o maior Plano Safra de sua história, com disponibilidade de R$ 7 bilhões em crédito, 35% a mais em relação à safra anterior – que também foi recorde, superando os 5,2 bilhões então anunciados para o agronegócio em linhas de crédito rural. A apresentação dos detalhes contou com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio Grande do Sul, Domingos Lopes; do presidente do Banco, Cláudio Coutinho; da diretoria e executivos da instituição; produtores e representantes de entidades de classe do setor primário. De acordo com o presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho, a expectativa é beneficiar mais de 50 mil produtores rurais. “O agronegócio é um setor estratégico para a economia do Rio Grande do Sul e sabemos o quanto o Estado impulsiona o PIB do Brasil neste segmento. Por isso, mantemos o nosso compromisso de conectar quem produz, gera emprego e renda às melhores oportunidades de financiamento”, destacou.

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Agro II – O RS teve uma queda de 16% no valor exportado em junho, conforme Relatório de Comércio Exterior do Agronegócio, divulgado pela Farsul. Na comparação com o mesmo período do no passado, houve uma diminuição de US$ 1,4 bilhão em junho 21 para US$ 1,2 bilhão em junho 2022. Já em volume, a retração foi de 2,3 milhões de toneladas (jun/21) para 1,3 milhão de toneladas (jun/22). O setor responde por 68% do valor e 88% do volume comercializado pelo estado. Já nas importações, o Grupo Adubos (fertilizantes) e seus ingredientes passou de US$ 264 milhões em junho 2021 para US$ 378 milhões no mesmo período em 2022. Em volume, passou de 764 mil toneladas para 395 mil toneladas. Isso representa um aumento de 43% no valor e queda de 48% no volume importado de fertilizantes. Já em relação a maio de 2022, houve uma queda de 3% no valor e de 18% no volume.

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Prata – Representantes brasileiros participaram na semana passada de reuniões do Comitê Intergovernamental Coordenadora dos Países da Bacia do Prata (CIC-Prata), em Buenos Aires, para definir os próximos rumos da ação conjunta. Além do Brasil, também integram o grupo Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. As tratativas dessa rodada de negociações envolvem a proposição de estratégias para a implementação de um plano de ações estratégicas. Dentro dele, serão contemplados a construção de um portfólio de projetos para futuras contratações – chamado Projeto de Porte Médio (PPM-Prata) –, o avanço de projetos-piloto selecionados para o PAE e a promoção da gestão integrada dos recursos hídricos na Bacia do Prata. Após negociações entre as partes, foram escolhidas 14 propostas de projetos a serem financiados na bacia hidrográfica. A ideia é captar os recursos junto ao Fundo Ambiental Mundial (GEF, na sigla em inglês), que apoia iniciativas do tipo, e receberá nos próximos meses material detalhado sobre as ações a receberem investimentos.

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O Projeto – PPM-Prata é um “projeto ponte”, cujo produto final, é um portfólio de propostas de projetos a serem submetidos a organismos financiadores internacionais. O PPM-Prata tem um Comitê Diretor do Projeto com função mais político-estratégica. Em cada país, há um Coordenador Nacional, com funções técnicas, e que também é responsável pela direção de Grupos Temáticos Regionais (GTR). O Brasil coordena o GTR de assuntos institucionais e legais. Ele foi instituído a partir da assinatura do Tratado da Bacia do Prata, em agosto de 1970. O Brasil atualmente exerce a presidência do Comitê, sediado em Buenos Aires. O comando da instância é feito de forma rotativa entre os países-membros pelo período de um ano.

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Proximidade – A Yara RIG – Rio Grande recebeu na semana passada a visita de integrantes da CAMNPAL, Cooperativa Agrícola Mista Nova Palma. Os visitantes puderam conhecer e conferir como é feita a produção dos fertilizantes que contribuem com a produtividades das culturas cultivadas pelos produtores rurais associados. A CAMNPAL possui mais de 5.300 associados, a maioria pequenos agricultores, com propriedades bastante diversificadas: cultivam feijão, milho, soja, trigo, fumo e leite, entre outros. A cooperativa opera em nove municípios do Rio Grande do Sul, com 18 unidades, e seus produtos são comercializados com as marcas Caldo de Ouro e Bella Dica.

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Até a próxima!

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