HIDROVIA DA LAGOA MIRIM TERÁ DE INCLUIR INVESTIMENTOS NA ECLUSA DO CANAL SÃO GONÇALO

Eclusa do Canal de São Gonçalo, em Pelotas, foi construída em 1977 GEORGE MARINO GONÇALVES/DIVULGAÇÃO/JC

DO JORNAL DO COMÉRCIO – Fernanda Crancio

Com o estudo de viabilidade da Hidrovia da Lagoa Mirim – que ligará comercialmente o sul do Brasil ao nordeste do Uruguai – entregue ao governo brasileiro na semana passada, o planejamento de ações prioritárias para sua execução, como dragagem e sinalização da obra, passam a ser fundamentais no período que virá após a licitação, prevista para ser lançada ainda este ano.

No entanto, alinhado à necessidade de regulação do transporte de cargas e de construção de terminais portuários, o trabalho da concessionária que assumir o projeto passa também pela operacionalização e atualização da estrutura da Eclusa do Canal São Gonçalo, em Pelotas, fundamental para garantir a navegabilidade da hidrovia.

Projeto da Hidrovia da Lagoa Mirim deve ter licitação lançada ainda este ano /REPRODUÇÃO/JC

DO JORNAL DO COMÉRCIO – Fernanda Crancio

ESTUDOS ENTREGUES

Entregue a autoridades dos governos brasileiro e uruguaio na quarta-feira (13 de abril), o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental da Hidrovia da Lagoa Mirim, que ligará comercialmente o sul do Estado ao nordeste do país vizinho por via fluvial, prevê uma concessão de 30 anos (25 anos com possibilidade de renovação por mais cinco) à iniciativa privada e a possibilidade de transportar uma carga anual de cerca de 5 milhões de toneladas entre as duas fronteiras. O projeto, primeiro voltado ao transporte hidroviário qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) federal, é visto como fundamental para impulsionar o desenvolvimento econômico regional, reduzir custos logísticos e fortalecer as relações binacionais.

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