COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 15.03.2022

Caminhos da Zona Sul__________________________Paulo Gastal Neto

Indústria I – O Centro das Indústrias de Pelotas começou a analisar cenários para 2022. Além das pautas internas da entidade, os industriais se reuniram na semana passada para debater os efeitos do cenário econômico global nos mercados e na atividade empresarial, bem como, o posicionamento do setor frente às questões nacionais, em função das eleições presidenciais, reformas e demais políticas de incentivo à produção. O presidente Amadeu Fernandes lembro na reunião que o Cipel está completando 75 anos de atuação em defesa dos empresários locais e deverá planejar atividades especiais para assinalar a data.

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Indústria II – O índice de produção da pesquisa Sondagem Industrial caiu em janeiro, atingindo 44,9 pontos, o pior resultado do mês dos últimos quatro anos, 3,4 pontos abaixo da média histórica para o primeiro período do ano. A queda foi maior que o esperado pela sazonalidade em relação a dezembro, fato possivelmente associado a nova e intensa onda da Covid-19. A informação foi repassada através de pesquisa, realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). A indústria gaúcha utilizou 70,0% da sua capacidade instalada em janeiro, ficando estável em relação a dezembro e 2 p.p. acima da média do mês.

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Mar – O comandante do 5º Distrito Naval, vice-almirante Silvio Luis dos Santos, esteve em visita a sede da Portos RS. O objetivo da visita do oficial foi o de debater sobre as ações que estão sendo planejadas e que serão realizadas ao longo do ano de 2022. O encontro, com duração de mais de duas horas, abordou o contrato de dragagem permanente, a implantação do sistema de VTMS, as hidrovias, entre outras obras e investimentos. Ações conjuntas, como simulações, também estão na pauta de atividades.  De acordo com o superintendente da Portos RS, Fernando Estima, “a Marinha, como autoridade marítima, é uma grande parceira da autoridade portuária e vamos seguir nesse sentido para ações futuras, como o projeto de reposição de sedimentos na Ilha do Terrapleno”.

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Shopping – O Shopping Pelotas anunciou três novas operações. São elas: Absolutta, Click & Decore e Ivan Pons. O ano de 2022 começou com boas perspectivas de crescimento no Shopping Pelotas, que recebeu a inauguração de três novas operações desde a última semana de fevereiro. As lojas de segmentos voltados para a moda feminina e acessórios, decoração e moda masculina, marcam o crescimento contínuo do empreendimento, que já havia registrado sete novas aberturas no último trimestre de 2021 e comemora os bons resultados. Jeanderson Mendes, Gerente Geral do Shopping Pelotas, salienta que a chegada das operações já no início do ano reforça o cenário positivo do shopping, que desde outubro de 2021 contou com a inauguração de marcas como a Via Laser, Giraffas, Inovathi, Santo Forno, Ótica Chilli, Espaço Zen e uma loja da Claro. “Estamos otimistas para que esse crescimento se mantenha no restante do ano, sempre com foco naquilo que o nosso cliente procura: qualidade de produtos e atendimento, sabendo que está em um espaço seguro e confortável”, diz ele, destacando que em breve devem surgir mais novidades.

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Crise – Diante da crise provocada pela guerra no Leste Europeu, a tendência é que as pressões inflacionárias se mostrem persistentes nos próximos meses, segundo a perspectiva da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com análise divulgada pela entidade, as preocupações iniciais do varejo recaem sobre o aumento dos preços dos combustíveis, puxado pela escalada do preço do petróleo. Após o início do conflito, no fim de fevereiro, o mineral chegou a atingir US$ 140/barril, maior cotação em 14 anos. A previsão é que o setor supermercadista, o maior do varejo, seja fortemente impactado por pressões de médio prazo, decorrentes dos reajustes em commodities agrícolas e da possível escassez de fertilizantes, produto cujo a Rússia é um dos principais fornecedores. Diante do cenário, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, estima a possibilidade de ajustes na trajetória dos juros básicos da economia. “Há grandes chances de aumento dessas taxas, impactando atividades mais dependentes das condições de crédito”, avalia.

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Até a próxima!

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