DO JORNAL DO COMÉRCIO – INVESTIMENTO EM REFORMAS E ABERTURA DE NOVAS LOJAS ESTÁ NO HORIZONTE DOS EMPRESÁRIOS

Estabelecimentos querem proporcionar boa experiência de compra e garantir que o consumidor poupe tempo CLAITON DORNELLES /JC

DO JORNAL DO COMÉRCIO – João Dienstmann

Para o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesar Longo, a grande preocupação do setor é oferecer diversidade ao cliente e tentar encaixar o preço dos produtos no bolso do consumidor. Segundo ele, boa parte dos clientes buscam preço em comparação à qualidade.
“Não há um único perfil de consumo, mas sim diferentes públicos. Hoje, temos redes que operam com duas ou três bandeiras de supermercados, buscando acertar seu posicionamento de acordo com cada perfil de cliente. Mas já vivemos a era dos preços, e depois a era da qualidade. Hoje, preço competitivo e qualidade são itens básicos para o varejo”, afirma.
Longo também avalia o gasto das empresas com segurança. O investimento feito para controle do ambiente e dos produtos é visto como alto pelo líder da Agas. “Os supermercados investem cerca de 1,5% do seu faturamento em pessoal e equipamentos de segurança. É um valor que poderia ser direcionado a novos investimentos e mais empregos”, afirma. Além disso, a carga tributária elevada também é alvo de preocupação, por reduzir a capacidade de investimento do setor, sobretudo nas redes menores.
Contudo, durante o Ranking Agas, premiação feita pela entidade aos destaques do setor, realizada em abril, cerca de 45% dos empreendedores consultados relataram desejo de fazer investimento nas atuais lojas, ou até mesmo abrir novas unidades até dezembro. A tendência é que boa parte desses investimentos seja direcionado para lojas de redes menores e locais, que têm se destacado no crescimento de faturamento nos anos anteriores.
Na visão de Longo, há espaço para comercialização de produtos por todas as redes, uma vez que o viés proposto pelas grandes e pequenas nem sempre é o mesmo. “Os supermercados gaúchos recebem diariamente 4 milhões de pessoas em suas lojas, e cada consumidor precisa ser tratado como um indivíduo. O importante é proporcionar uma boa experiência de compra, garantir que o consumidor poupe seu tempo e ao mesmo tempo proporcionar que ele, por vontade própria, permaneça no interior da loja. Esta é a equação a ser resolvida hoje”, explica o presidente da Agas.

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