FECOMÉRCIO-RS ENCAMINHA AO GOVERNO DO ESTADO SUGESTÕES DE MEDIDAS URGENTES PARA REDUZIR IMPACTO ECONÔMICO DO CORONAVÍRUS

Ofício visa atenuar crise no setor terciário com a queda na circulação de pessoas e no consumo de bens e serviços.

A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) encaminhou nesta quinta-feira,19 de março, um ofício ao governador Eduardo Leite em que sugere medidas urgentes para atenuar os impactos econômicos da Covid-19. O setor terciário já sente os efeitos da redução na circulação de pessoas, medida necessária para conter o contágio e evitar o colapso nos sistemas de saúde, mas que ameaça a renda e os empregos de trabalhadores do comércio, serviço e turismo.

“A situação afeta especialmente as micro e pequenas empresas, as quais possuem, em geral, um fluxo de caixa mais frágil. Sendo assim, é fundamental a adoção de medidas que lhes provejam maior liquidez, permitindo sua sobrevivência, enquanto durar este cenário” alerta o presidente do Sistema Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

As medidas sugeridas pela Fecomércio-RS são a postergação do prazo de recolhimento do ICMS para empresas da categoria geral e Simples nacional e a ampliação do parcelamento para recolhimento da complementação do ICMS-ST relativo à 2019, entre outras. Por fim, a Fecomércio-RS sugere o alinhamento com municípios, visando a concessão de medidas relacionadas ao ISS, tais como redução de alíquotas, postergação de prazos de pagamento ou parcelamentos.

De acordo com uma análise preliminar realizada pela Federação, o comércio de rua, bares, restaurantes e os serviços de transporte devem sentir os efeitos das medidas para reduzir a circulação de pessoas a partir desta semana, seguindo movimento já observado entre empresas do setor de turismo e shoppings, que foram os primeiros afetados pela crise, levando em consideração que os primeiros registros da doença no Brasil se deram entre viajantes internacionais. A entidade se colocou à disposição do governador para adotar as ações necessárias a fim de reduzir o impacto das medidas de contenção do Covid-19 na economia gaúcha.




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