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Com o objetivo de apresentar aos industriais o formato de atuação do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc-JT), inaugurado na última semana junto ao Foro Trabalhista local, a juíza Ana Ilca Härter Saalfeld, coordenadora da unidade, participou, na segunda-feira à noite, da reunião do Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel). A atividade foi marcada pela oportunidade de aproximação dos empresários ao Poder Judiciário e pelo esclarecimento de dúvidas.
Ao destacar que a postura da unidade é a busca pelo entendimento, sem confrontos e que o acordo poderá ser buscado a qualquer momento do processo: no início, no meio ou no final, a magistrada enfatizou a importância de os advogados e as partes também tomarem a iniciativa de buscar a mediação no local.
Ana Ilca informou que as grandes empresas da região serão convidadas para resolver seus conflitos trabalhistas no Cejusc, por meio do acordo. E que os advogados serão importantes na busca de soluções criativas para os litígios. “Se não tem dinheiro, pode devolver o emprego. Se não pode devolver o emprego, pode parcelar o pagamento. Se não pode parcelar, pode dar um bem. Muitas partes chegam aqui sem nenhuma ideia, e a gente vai construindo junto”, explicou.
RESULTADOS – A reunião do Cipel também encerrou o ciclo anual de encontros semanais da diretoria e associados. O presidente Amadeu Fernandes apresentou o balanço das atividades coordenadas por ele durante o ano de 2019 e anunciou metas para o ano de 2020. Fernandes adiantou que o trabalho do Cipel será pautado pela busca de representatividade política mais qualificada e com identificação junto à iniciativa privada; continuidade da mobilização pelo término das obras de duplicação da BR 116; busca por investimentos para a modernização do Porto de Rio Grande e pela defesa à Lei de Fronteiras.