ESTADO TERÁ PREJUÍZOS BILIONÁRIOS CASO DRAGAGEM NÃO TERMINE

A Câmara de Comércio da Cidade do Rio Grande realizou um levantamento dos prejuízos que o Estado do Rio Grande do Sul pode sofrer caso a dragagem de manutenção do calado do Porto do Rio Grande não seja concluída. Sem a obra, eventualmente, a SUPRG será obrigada a reduzir o calado oficial, o que acarretará em revisões contratuais, aumento do custo do frete, menos cargas por navio e perda de competitividade do principal porto gaúcho.

“Todos os envolvidos no processo querem uma obra ambientalmente segura, mas não podemos fechar os olhos ao enorme prejuízo financeiro das empresas, trabalhadores e do Estado caso a autoridade portuária diminua o calado oficial”, afirma o presidente da entidade, Antônio Carlos Bacchieri Duarte. Em caso de não execução da obra, a Superintendência do Porto e a Marinha do Brasil terão de reduzir de 42 para 40 pés o calado operacional. “Isso significa cinco mil toneladas de soja a menos por navio. Aos exportadores a perda de receita já ultrapassaria US$ 400 milhões”, explica Bacchieri.

Quando somados vários dos componentes que regem o mercado das commodities no cenário internacional, como na Bolsa de Valores, as perdas para o complexo soja são ainda maiores. “Não é somente o grão, o porto possui terminais que movimentam também o farelo utilizando o calado máximo. Toda a economia perde, além disso, teremos consequências como restrições ao aumento de safra, aumento de custos de armazenagem, atraso no escoamento dos produtos e as consequentes perdas de recolhimento de impostos e outros tributos”, avalia Bacchieri. Segundo empresários do setor, de imediato, o prejuízo poderia chegar a R$ 2,1 bilhões. “A dragagem é essencial ao futuro do Estado do Rio Grande do Sul”, conclui o presidente Bacchieri.




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