COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 22.01.2019

BR-116 – Vai começar! Está marcado para a partir de 15 de fevereiro o início dos trabalhos da duplicação de dois lotes da BR-116, entre Guaíba e Tapes, que serão executados pelo Exército. Já estão por lá 29 militares catarinenses que estão preparando os locais que receberão o restante do efetivo. Os militares que já desembarcaram em solo gaúcho são responsáveis por montar os alojamentos para abrigar a equipe que executará os trabalhos. Os 50,8 quilômetros de duplicação dos lotes 1 e 2 serão retomados pelo 1° Batalhão Ferroviário de Lages (SC). Ambos os trechos estavam sob responsabilidade do consórcio Constran S/A, do grupo UTC, que deixou a obra após entrar em recuperação judicial e não apresentar as garantias necessárias para a continuidade.

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Disciplina – Terminado período de instalação da infraestrutura necessária para receber os militares outros cem devem se somar ao grupo e iniciar o trabalho de terraplanagem e a pavimentação asfáltica. São esperados 300 militares trabalhando no local no auge da obra. As obras nos trechos estão paralisadas desde agosto de 2016 e janeiro de 2017, respectivamente. No primeiro trecho, entre Guaíba e Barra do Ribeiro, foram executados 62,2% dos serviços. Já no segundo, de Barra do Ribeiro a Tapes, foram 70,5% dos trabalhos previstos. Atualmente, cinco dos dez lotes estão com execução em andamento segundo o DNIT. O plano de trabalho com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes prevê R$ 207 milhões para a obra nos lotes 1 e 2, dos quais o Exército já recebeu R$ 10 milhões para essa mobilização. Além da duplicação das faixas da rodovia, o projeto prevê construções como a finalização dos viadutos de acesso a Guaíba e Barra do Ribeiro, bem como a construção de mais três pontes, uma demolição e trabalhos de drenagem. A previsão é de que tudo fique pronto até 2022.

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Trevo – O DNIT apresentou como serão os acessos a São Lourenço do Sul, no km 465,400. Nele haverá um viaduto de trevo completo, também conhecido como “Trevo de Quatro Folhas”. A obra na entrada do município teve início em maio de 2018 e está com 40% dos serviços de terraplenagem concluídos. Segundo o engenheiro do DNIT responsável pelo Lote 7, Henrique Coelho, “o projeto originalmente previa um viaduto com duas folhas, no sentido de Pelotas, e quase um quilômetro de ruas laterais em direção a Porto Alegre”. Do projeto original “foi sugerida essa alteração para melhorar o projeto técnico, retirando as ruas laterais e colocando as quatro alças do viaduto, baixando inclusive o custo da obra e permitindo movimentos mais seguros”.

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Acesso – Os motoristas que estiverem se deslocando de São Lourenço do Sul para a localidade de Boqueirão ou para o município de Canguçu pela RS-265 vão passar sobre o viaduto transversal, cruzando por cima da BR-116. Já os condutores que estiverem na BR-116, tanto no sentido de Pelotas como de Porto Alegre, passarão por baixo do viaduto. Os condutores que pretenderem acessar São Lourenço e/ou a localidade do Boqueirão (Canguçu) deverão utilizar as alças laterais. Apenas a alça no sentido Porto Alegre-Pelotas para acesso à localidade de Boqueirão será provisória, devido a uma pendência de desapropriação que já está tramitando na Justiça. Está previsto para este primeiro semestre de 2019 o início da construção da estrutura do viaduto sobre a BR-116. A conclusão da obra do viaduto de acesso a São Lourenço do Sul, segundo o DNIT, é para o final desse ano.

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Otimismo – O secretário estadual de Governança e Gestão Estratégica, Cláudio Gastal, acredita que a escolha de Tarcísio Gomes de Freitas para o Ministério da Infraestrutura – a quem chama de amigo – indica que o governo federal vai fomentar as parcerias público-privadas (PPPs) no Brasil. Com isso, projeta que o Rio Grande do Sul deve criar um ambiente favorável à iniciativa privada para competir com outros estados e municípios por esses investimentos. Para isso, Cláudio Gastal não titubeia ao dizer que é necessário agilidade no licenciamento, um marco regulatório claro e uma visão de longo prazo, de modo que os contratos se estendam por tempo suficiente para as empresas recuperarem os investimentos. Em 60 dias, a pasta de Governança e Gestão Estratégica pretende concluir um levantamento de todos os ativos suscetíveis a parcerias com o setor privado.

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Até a próxima!




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