AGRO: EXPOINTER FOI LANÇADA ONTEM E PROJETA REPETIR VENDAS DE 2017

    Klein lembra que o mundo precisa aumentar oferta de alimentos /LUIZA PRADO/JC – Jornal do Comércio

    JORNAL DO COMERCIO – Carolina Hickmann

    A 41ª Expointer foi lançada ontem em clima de renovação graças as novidades no pavilhão da agricultura familiar. Apesar das incertezas geradas pelo ano eleitoral, as projeções do secretário da Agricultura, Odacir Klein, são otimistas para o evento, que acontece de 25 a 2 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Do ponto de vista financeiro, o dirigente projeta que o faturamento desta edição será de, ao menos, os mais de R$ 2 bilhões movimentados no ano passado. Esta expectativa, segundo o secretário, decorre da situação econômica do produtor ocasionada por uma safra equilibrada. “Tivemos alguns problemas (na safra) aqui e ali, mas nada que impeça um excelente volume de negócios”, argumenta. Em seu entendimento, eventos como a Expointer fortalecem o segmento e servem como congresso para inovações do setor. “A população e sua longevidade aumentaram, então é necessário que avancemos em tecnologias para elevar a produtividade e a produção com responsabilidade”, lembra.

    A cerimônia realizada na Casa da Ospa teve show da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) com Renato Borghetti, e reuniu autoridades ligadas ao agronegócio. Durante sua fala, o secretário do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Tarcisio Minetto, comemorou a ampliação da área disponibilizado as agroindústrias familiares do Estado em 3,5 mil m2. Pelos números da secretaria, responsável pelas inscrições das agroindústrias junto a feira, foram registradas 283 manifestações de interesse, número 40% superior ao ano anterior. Minetto relata que para a 20ª Feira da Agricultura familiar, pela primeira vez, foram incluídos todos os inscritos. “Este ano, 56 famílias gaúchas farão sua estreia na Expointer”, diz, ao lembrar que a 1ª edição do evento levou ao Parque de Exposições Assis Brasil apenas 30 expositores. O secretário acredita que incentivos como a ampliação do pavilhão são importantes por uma questão latente do meio – a saída de jovens das propriedades rurais. “A formação de agroindústrias agrega valor aos produtos do campo, o que gera mais renda e estimula a permanência do jovem, em um contexto de crise que atinge em especial as empresas da cidade”, comenta.

    Outra novidade para este ano é o retorno das aves, que estiveram fora da 40ª edição em função dos riscos decorrentes de surto da influenza aviária (gripe). Assim, houve um aumento de 32% no número geral de animais inscritos em relação ao ano anterior. Com isso, o total de exemplares será de 4.247 animais, das mais variadas raças. Foi anunciada também a manutenção dos valores de ingressos de acesso ao parque praticados para os visitantes no ano passado. A entrada inteira custará R$ 13,00, enquanto estudantes e idosos pagam R$ 6,00. O número de vagas de estacionamento do parque também foi ampliado. Para este ano serão mais 2 mil vagas com calçamento, ampliando a capacidade do parque para 12 mil carros. Inaugurado em 1970, o Parque de Exposições Assis Brasil conta com 45,3 mil metros quadrados de pavilhões cobertos em cerca de 70 mil metros quadrados disponíveis para exposição.

    Desde 1972, é sede oficial da Expointer. Safra de grãos deve alcançar 300 mi de toneladas em 10 anos Nos próximos 10 anos, o Brasil vai produzir 69 milhões de toneladas a mais de grãos, saltando de 232 milhões de toneladas para de 302 milhões de toneladas em 2027/2028, puxadas principalmente pela soja (156 milhões de toneladas) e o milho (113 milhões), com incremento estimado em 30%. As carnes (bovina, suína e de frango) devem passar de 27 milhões de toneladas para 34 milhões, em alta de 27% no mesmo período. A produtividade é apontada como responsável pelo aumento da produção de grãos, o que pode ser constatado pelo aumento da projeção da área de plantio, no mesmo período, de apenas 14,5%.

    A pecuária que também vem introduzindo novas tecnologias contribui para o desempenho e melhoria da produção. Os números são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2017/2018 a 2027/2028 da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Sire/Embrapa). A expansão da área plantada de todas as lavouras (algodão, arroz, banana, batata inglesa, cacau, café, cana-de-açúcar, feijão, fumo, laranja, maçã, mamão, mandioca, manga, melão, milho, soja grão, trigo, uva) no Brasil sairá de 75 milhões hectares, em 2018, para 85 milhões de hectares nos próximos 10 anos. O crescimento global será de 13,3%, o equivalente a 10 milhões de hectares em regiões de pastagens naturais ou por reaproveitamento degradadas, conforme o estudo.




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