ATO EM DEFESA DA DUPLICAÇÃO DA BR-116 MOBILIZA REGIÃO SUL DO ESTADO

    Carros amassados colocados em canteiros chamam a atenção para acidentes provocados pelas más condições da pista – Wagner Zacher / Sindilojas Costa Doce / Divulgação

    Da Zero Hora

    Moradores, empresários e políticos de municípios da Região Sul organizaram uma série de atividades para esta sexta-feira (20)

    Um ano após o início do movimento pela duplicação da BR-116, marcado pelos tímidos avanços na obra, municípios da Região Sul reúnem-se para promover uma série de atividades em defesa da conclusão da melhoria. Marcada para esta sexta-feira (20), a mobilização contará com a participação de ao  menos 10 cidades.

    Durante o dia, motoristas irão deparar com carros amassados nos canteiros entre Guaíba e Pelotas, uma referência aos acidentes provocados pelas más condições da rodovia. No acesso aos municípios, outdoors também vão escancara a insegurança. “Em um ano, 30 mortes e 255 acidentes. Não podemos esperar mais”, anuncia um painel na chegada a Camaquã, epicentro do movimento.

    Para participar do ato, um comboio liderado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) sairá de Pelotas pela manhã. Moradores, empresários e políticos das cidades vizinhas devem se somar à mobilização ao longo do caminho. O mesmo ocorrerá no sentido oposto, a partir de uma caravana com partida  marcada de Guaíba.

    O encontro ocorrerá em Camaquã, onde comerciantes colocarão faixas pretas nas vitrines e moradores soltarão balões brancos. Às 15h, está marcado um debate na sede do Serviço Social do Comércio (Sesc), no centro da cidade, que será mediado pelo jornalista Daniel Scola, da Rádio Gaúcha. O painel terá apresentações sobre a importância da rodovia para a economia gaúcha, o cronograma das obras e depoimentos de familiares de vítimas de acidentes.

    – Precisamos chamar a atenção para essa obra, que está muito vagarosa. Pelo recurso liberado, a conclusão levaria mais de 10 anos. Queremos encurtar esse prazo – protesta Marco Longaray (PT), vereador de Camaquã e presidente da frente parlamentar pela duplicação da BR-116 na cidade.

    Diante do sistemático corte de receitas, o ritmo dos trabalhos despencou ao ponto de praticamente parar. Hoje, seis dos 11 lotes do prolongamento estão em obras, mesmo que lentamente.Prevista para ter sido entregue em 2015, a duplicação está cerca de 60% concluída, mas corre o risco de se perder devido aos  constantes atrasos.

    Para finalizar os trechos ainda pendentes, são necessários R$ 503,4 milhões. Com o valor, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) calcula que a BR-116 Sul estaria finalizada em 2020. Sem perspectiva de verba substanciosa para os próximos meses, a obra segue sem previsão de término.

    Em 2017, o movimento conseguiu incrementar o orçamento para este ano em R$ 56,5 milhões por meio de emenda impositiva da bancada gaúcha na Câmara. Agora, luta para que a estrada não caia no esquecimento.

    – Não é só falta de dinheiro, mas vontade política de fazer – cobra a prefeita de Cristal, Fábia Richter (PSB).




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