COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 06.03.2018

CAMINHOS DA ZONA SUL

www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

Fim de um curto ciclo – Como dizia um ‘velho’ narrador de futebol de uma emissora de São Paulo, ao final do jogo: ‘Fecham-se as cortinas, é fim de espetáculo’! Com a saída da plataforma P-74, que já está a caminho do Litoral de São Paulo, após a conclusão da obra em São José do Norte, o Polo          Naval dá, talvez, o seu último suspiro. Um ‘cenário’ estruturado pelo governo mais corrupto da história do país, ironicamente tendo como chefe da ‘gang’ um ex-metalúrgico, se esvai na falta de perspectiva. Com isso Rio Grande e SJN se ressentem com o fim das obras e a falta de perspectivas na retomada do setor naval, o que significa o aumento do desemprego e até mesmo a queda na arrecadação das duas prefeituras.

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A ironia – E é justamente um metalúrgico que ‘solta a voz’ em defesa de algo que não se visualiza mais, pois o ‘castelo de cartas’ desabou. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte, Sadi Machado, lamenta que o que deveria ser motivo de orgulho se transformou em preocupação. “Podíamos esperar uma festa, mais um empreendimento entregue pelos gaúchos, pelo Rio Grande do Sul, mas vemos com muita tristeza essa saída da P-74”, lamenta. “Não temos expectativa nenhuma de retomada do setor naval.”

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O estrago – Nos últimos anos, mais de 10 mil pessoas trabalharam no Estaleiro EBR, em São José do Norte. No auge da obra, foram pelo menos 3,4 mil funcionários envolvidos no projeto. Com a saída da plataforma, apenas 100 metalúrgicos devem permanecer trabalhando. Em 2013, 24 mil pessoas trabalhavam no setor naval gaúcho. Com a saída da P-74, apenas 500 seguem atuando nos estaleiros. O reflexo do desemprego é percebido em outros setores da economia na cidade. No mercado imobiliário, a situação é a mesma, com a queda do número de aluguéis. A construção da plataforma gerava R$ 1 milhão por mês em impostos ao município. A prefeita Fabiany Zogbi Roig espera que novas obras voltem a aquecer a economia.

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Por outro lado – O setor de estatística da Superintendência do Porto do Rio Grande concluiu a análise de dados do mês de janeiro referente a operação portuária. O primeiro mês de 2018 foi marcado por uma movimentação superior a 2,4 milhões de toneladas. Destaque para a soja, containers e os veículos que tiveram aumento de movimento. Ao longo de janeiro foram 245 viagens de embarcações no complexo portuário nos três movimentos: cabotagem, longo curso e navegação interior.

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Para evitar alagamentos, o Sanep tinha como meta realizar a limpeza de 40.000 metros de canais de drenagem. Mas superou esse número e atingiu 80.000 metros, em uma ação que proporcionou um bom funcionamento do sistema de escoamento, durante a estação mais chuvosa do ano. Só que o trabalho ainda não terminou, afinal é preciso continuar esse esforço para a retirada de lama, lixo e entulhos que diminuem a capacidade de vazão das águas pluviais.

É O SANEP FAZENDO O MELHOR PARA VOCÊ E PARA A NOSSA CIDADE!

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Congresso – As novas normas trabalhistas, seus aspectos jurídicos e impactos das mudanças para empresas e a sociedade voltam à mesa de debate no Rio Grande do Sul. Os diversos pontos desse novo cenário do mercado de trabalho serão tratados no 3º Congresso Estadual de Relações Sindicais e do Trabalho, que acontece de 22 a 24 de março, em Torres. A abertura do encontro será feita pelo presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, no dia 22, às 19h. O evento, que busca um melhor entendimento sobre as modernas relações de trabalho e sua funcionalidade dentro das empresas, acontece nas dependências do Guarita Park Hotel e do Hotel Sesc Torres. Diversos nomes da área trabalhista, sindical e empresarial farão parte da programação como palestrantes. As inscrições para o Congresso estão abertas e podem ser feitas pelo site www.congressotrabalhista.com.br

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Luz – O Governo Federal liberou na semana passada recursos na ordem de R$ 11 milhões para a continuidade da duplicação do Contorno de Pelotas, trecho de 23,7 quilômetros que contempla a BR-116 e BR-392. O valor soma-se aos 600 mil restantes do ano passado e está previsto para ser aplicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em pontos identificados como prioritários. Dois pontos que fazem intersecção com a BR-392 serão beneficiados com este recurso: os viadutos da Avenida Viscondessa da Graça (km 61,900) e da Avenida Duque de Caxias (km 66,800). O primeiro terá condições de ser totalmente concluído até dezembro, incluindo pistas do entorno. Já o segundo terá uma das pistas finalizada e liberada ao tráfego, visando melhorar o fluxo de veículos que se deslocam à Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A conclusão total deste viaduto depende de desapropriação.

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Até a próxima!

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