SULGÁS CHEGA A RIO GRANDE

No ano passado, companhia implantou 6,3 quilômetros de gasodutos, somente no Centro de Porto Alegre /SULGÁS/DIVULGAÇÃO/JC

JORNAL DO COMERCIO – Jefferson Klein

Presente hoje em 40 municípios gaúchos, a Sulgás quer ampliar o abastecimento de gás natural até o fim deste ano. A estatal prevê fornecer o insumo para Gramado já neste primeiro semestre e na segunda metade de 2018 o objetivo é alcançar Lajeado e Rio Grande. Inicialmente, esses lugares serão atendidos com Gás Natural Comprimido (GNC), que é transportado em cilindros por caminhões. Na Região das Hortênsias, o foco será atender ao setor hoteleiro e, em uma próxima etapa, chegar à cidade de Canela.

O plano de obras da Sulgás para este ano será submetido à aprovação ainda esta semana. O presidente da empresa, Claudemir Bragagnolo, adianta que o orçamento total de investimentos previsto é de R$ 35,25 milhões. Desse montante, cerca de 10% dos recursos serão aplicados em obras de expansão da rede de gasodutos na Capital. O dirigente lembra que no ano passado foram implantados 6,3 quilômetros de gasodutos, somente no Centro de Porto Alegre. Além desse bairro, serão alvos de expansão em 2018 regiões como a Cidade Baixa, Bom Fim, Farroupilha e Santana. Em 2017, a companhia incluiu na sua lista de clientes o Mercado Público porto-alegrense, sendo que dentro desse espaço, atualmente, há 28 consumidores de gás natural.

Já em todo o Rio Grande do Sul, em dezembro, a Sulgás possuía uma malha de 1.095 quilômetros em gasodutos. Bragagnolo recorda que a Sulgás fechou o ano passado com 43.631 clientes. O dirigente ressalta que a empresa está prospectando novas oportunidades em segmentos como, por exemplo, climatização de hospitais. Outra estratégia desenvolvida pela companhia é a busca de novas fontes de suprimento de gás (a estatal opera hoje apenas com o gás natural boliviano que chega ao Estado pelo gasoduto Gasbol). Apesar de a Sulgás ter postergado o prazo original para realizar uma chamada pública para a compra de biometano (biogás purificado gerado a partir de resíduos orgânicos), Bragagnolo diz que a ideia continua dentro do planejamento da empresa. O dirigente explica que dúvidas técnicas quanto às características do biometano em relação ao gás natural fóssil e à questão econômica impediram que a ação progredisse até agora. A aquisição do biometano é considerada como um assunto estratégico por parte do governo do Estado.

A atividade representa um destino ambientalmente adequado para rejeitos como dejetos de suínos e a possibilidade de produção local e descentralizada de biogás. Contudo, o presidente da estatal destaca que é preciso ter um equilíbrio financeiro nessa iniciativa. “A Sulgás não visa lucro nesse processo, mas não podemos ter prejuízo e o produtor precisa ter seu resultado”, comenta.

 




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