CONTRATO DE PLATAFORMAS DEVE SER ASSINADO NESTE MÊS

    qgi

    Do Jornal do Comércio – Jefferson Klein

    Passados 60 dias da data em que a Petrobras e o consórcio QGI (Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás) informaram que iriam retomar a montagem das plataformas de petróleo P-75 e P-77 em Rio Grande, a situação segue estagnada. Conforme uma fonte que acompanha a questão, para que as ações sejam aceleradas, ainda é necessário que o contato entre as empresas seja assinado, o que deve ocorrer nesta primeira quinzena de setembro.

    O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte (Stimmmerg), Sadi Machado, confirma que a contratação de pessoal para trabalhar nas plataformas não aconteceu. “O que temos de oficial é um pronunciamento da Petrobras e da QGI, em uma ata, que vão ser construídas a P-75 e a P-77 na cidade de Rio Grande”, destaca Machado. No entanto, o dirigente tem confiança de que as admissões ocorrerão nos próximos meses. Por esse motivo, e temendo atrapalhar o bom desenvolvimento das negociações, o sindicato decidiu não fazer mobilizações neste momento.

    Em julho, alguns metalúrgicos gaúchos foram até o Rio de Janeiro para protestar, em frente à sede da Petrobras, por causa do atraso das obras e da possibilidade de que as encomendas fossem realocadas. A expectativa é que sejam gerados no pico de demanda das obras das plataformas em torno de 4,5 mil empregos diretos.

    A previsão inicial era de que a P-75 entrasse em operação em dezembro de 2016 e a P-77, em dezembro de 2017. A chegada do casco da P-75 (onde os módulos serão instalados, formando a plataforma) ao Estado deveria ocorrer no segundo semestre de 2015 e o da P-77, na primeira metade de 2016. As duas estrtuturas terão, cada uma, capacidade para produzir até 150 mil barris de petróleo por dia e de comprimir 7 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente. As unidades devem operar, respectivamente, na área de Franco, nos campos de Franco SW, e Franco NW.

    O acordo global inicial das duas plataformas, levando em conta não apenas os serviços da QGI, era da ordem de US$ 1,6 bilhão. Entretanto, a empresa privada pleiteou um aditivo para realizar os complexos na ordem de US$ 160 milhões. As companhias não divulgaram os detalhes da negociação que foi encaminhada ou os termos do novo contrato que será firmado.




    Comentários

    1 comment

    1. Já era tempo de que o nosso Rio Grande do Sul, voltasse a ser acreditado como a indústria naval. Espero que esse contrato possa dar um impulso na Região Sul onde, mais precisamente em Rio Grande, a P-75 e a P-77 permitirão continuar provando que a nossa mão de obra gaúcha é de boa qualidade. Sabemos que muito se tem que aprender, afinal, o aprendizado é uma meta contínua. O nosso Estado precisa acreditar que não só a indústria naval mas também a navegação fluvial também merece toda a atenção com dragagens constantes de nossos rios, lagos por onde navegam embarcações com cargas reduzidas em virtude de pouco calado. Tenho participado de vários encontros sobre a nossa navegação, mas o governo tem pouco realizado, pouco investido em tão importante, seguro e econômico meio de transporte não poluidor de nossas estradas, infelizmente tanto esburacadas, colocando os nossos veículos em riscos constantes.
      Então, vamos lá, vamos fazer de tudo para que se assinem esses contratos o mais rápido possível, e, assim, voltemos a continuar crescendo e colocando nossa gente com trabalho digno.

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