LEILÃO DA BACIA DE PELOTAS PODE RENDER ATÉ R$ 1,8 BI

PORTO ALEGRE, RS, BRASIL 30.07.2015: O vice-governador José Paulo Cairoli recebe para audiência a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Magda Chambriard.  Foto:  Daniela Barcellos/Palácio Piratini

PORTO ALEGRE, RS, BRASIL 30.07.2015: O vice-governador José Paulo Cairoli recebe para audiência a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Magda Chambriard. Foto: Daniela Barcellos/Palácio Piratini

Se os 51 blocos da Bacia de Pelotas, licitados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), forem arrematados pelo valor mínimo, serão arrecadados R$ 500 milhões. Considerando que os investimentos para exploração devem ser superiores a R$ 1,3 bilhão, serão aportados, no mínimo, R$ 1,8 bilhão. A estimativa é da diretora geral da ANP, Magda Chambriard, que se reuniu com o vice-governador José Paulo Cairoli nesta quinta-feira (30), no Palácio Piratini. Chambriard afirmou que 21 empresas já se habilitaram e destas, a metade são grandes empresas nacionais, com participação de mais de oito países.

A executiva esteve no RS anunciando a 13ª Rodada de Licitações da ANP, prevista para 7 de outubro, que oferecerá 266 blocos em 22 setores de 10 bacias sedimentares, num total de aproximadamente 125 mil km², localizados em dez estados brasileiros. No Rio Grande do Sul serão 51 bacias, consideradas novas fronteiras.

“Só a possibilidade de o Rio Grande do Sul fazer parte dos estados produtores de petróleo já nos deixa esperançosos. Os investimentos serão benéficos a vários setores da nossa economia. Se no Uruguai já é explorado petróleo, há boa possibilidade de que também exista na nossa Metade Sul”, explica o vice-governador.

Novos olhos

A diretora da ANP destacou que a Bacia de Pelotas é “olhada com novos olhos” e pode ter grande procura. “Já foi ofertada anteriormente, mas agora, com os estudos sismológicos mais avançados e com resultados positivos, deve ter atenção especial das empresas que participarão do processo “, disse Magda Chambriard.

Em terra, serão oferecidos sete blocos na Bacia do Amazonas e 22 na do Parnaíba, consideradas como novas fronteiras, com vocação para gás natural. Em bacias maduras, foram incluídos 71 blocos na Bacia Potiguar e 82 na do Recôncavo. O total de blocos terrestres é de 182.

No mar, a rodada vai oferecer áreas em bacias sedimentares da margem leste brasileira. Na Região Nordeste, serão 10 blocos na Bacia de Sergipe-Alagoas, quatro na de Jacuípe e nove na de Camamu-Almada. Na Região Sudeste, foram incluídos sete blocos na Bacia do Espírito Santo e três na de Campos. Na Região Sul, 51 blocos na Bacia de Pelotas. O total de blocos marítimos é 84. A ANP continua com a estratégia de diversificar áreas exploratórias no país, além de atrair empresas de diferentes perfis.

Texto: Paulo Ricardo Fontoura/GVG
Foto: Daniela Barcellos/ Palácio Piratini
Edição: Léa Aragón/CCom




Comentários

3 comments

  1. Alberto

    Muita gente tem dúvida com relação a posição geográfica da Bacia de Pelotas, vale lembrar que não fica na cidade de Pelotas (que não é litorânea) e sim compreende desde o litoral sul de Santa Catarina, todo litoral do Rio Grande do Sul até os limites do litoral norte do Uruguai. Ela leva esse nome em homenagem ao cientista que fez os estudos do provável petróleo que era nascido na cidade de Pelotas.

  2. MIESCO GDYNSKI

    O Alberto tem razão nas suas observações, apenas eu poderia acrescentar que a região mais promissora e que tem chamado a atenção de grandes grupos, inclusive da Petrobras, é o depocentro instalado no Cone de Rio Grande.

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