Celulose Riograndense e o movimento em Guaíba… poderia ser na Zona Sul.

Um alvoroço toma conta de Guaíba com a ampliação de R$ 5 bilhões da fábrica da Celulose Riograndense. Raros são os que não esperam um respingo do valor nunca antes visto em um investimento privado no Estado. Ruas foram remodeladas e asfaltadas.

O número de restaurantes duplicou e o cardápio variou. Sotaques nacionais e estrangeiros se misturam. Faltam casas para comprar e alugar. E isso tudo por um empreendimento que ainda está na construção de apoio à obra e só terá a pedra fundamental lançada hoje, às 11h.

Salpicos generosos foram colhidos por ao menos oito empresas gaúchas. Já foram fechados R$ 650 milhões em contratos nos segmentos de máquinas, equipamentos e construção. A meta de contratos assinados com empresas gaúchas é de R$ 1,5 bilhão.

Simone Nunes Vieira, 31 anos, estará na cerimônia que marca também a retomada da autoestima do município de 95 mil habitantes que acumula tanto anúncios quanto frustrações. Ontem, visitou as instalações do local em que realizará o sonho do primeiro emprego. Recém-contratada pela Fortes Engenharia, antes de se juntar aos 700 trabalhadores que estão na obra, Simone teve de vencer preconceitos: é mulher e concorria a um posto de pedreiro. Mas se sentia preparada depois de frequentar por três meses o curso do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

No último sábado, duas unidades móveis do Sistema Nacional de Empregos (Sine) foram até lá e cadastraram 1,4 mil trabalhadores de diversas áreas.

O diretor-presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, explicou que o evento de hoje ajuda a reforçar o compromisso da empresa:

– É um momento simbólico. Gente para trabalhar tem, falta é que elas acreditem que o projeto está andando.

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