
O projeto da empresa paulista Fontes Verdes está orçado em R$ 220 milhões. Foto: Ilustrativa / Internet
O anúncio da instalação de uma fábrica de hidrogênio e amônia verdes no Distrito Industrial de Rio Grande, na semana passada, elevou as expectativas em relação a um novo boom da economia na cidade. O projeto da empresa paulista Fontes Verdes está orçado em R$ 220 milhões e deve entrar em operação ainda em 2026. Paralelamente, a Ecovix confirmou para março o início de uma grande leva de contratações para a construção de quatro navios da classe Handy, com valor de US$ 69,5 milhões cada um. A projeção é de que o Estaleiro Rio Grande gere até 1,6 mil empregos diretos no projeto, que tem investimento total de R$ 1,6 bilhão.
“Nossas expectativas para este novo momento são as melhores possíveis em todos os sentidos, com relação à geração de empregos diretos e indiretos, aproveitamento da mão de obra e fornecedores locais, fomento ao comércio, à indústria e aos serviços, aumento de demanda por melhores produtos e serviços, dentre outros pontos”, comentou o secretário de Desenvolvimento, Inovação, Turismo e Economia do Mar, Vitor Magalhães.
Desde maio, representantes da Fontes Verdes e da Prefeitura vinham negociando a instalação da fábrica de hidrogênio verde na cidade. O empreendimento é visto não apenas como um investimento com capacidade de gerar empregos e aumentar a arrecadação municipal, mas também como uma iniciativa que colocará Rio Grande no radar do mercado internacional de energias renováveis.
“Essa usina de hidrogênio verde é fantástica. Isso é tecnologia portadora de futuro no mundo todo. Um dos melhores cases de desenvolvimento está ligado às energias renováveis, e o hidrogênio verde é uma delas. Sem dúvida nenhuma, isso coloca Rio Grande no mapa mundial dessas energias renováveis, e o município tem muito potencial para isso”, analisou Arthur Gibbon, diretor do Oceantec, o Parque Científico e Tecnológico da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).
O projeto, que será o primeiro do tipo no Rio Grande do Sul, prevê a construção de dois módulos com capacidade para produzir até 4 mil toneladas de amônia verde por ano. O material é usado na produção de fertilizantes. Durante a fase de construção serão gerados aproximadamente 80 empregos e, após a entrada em funcionamento, a estimativa dos empreendedores é de ocupar aproximadamente 60 pessoas.