AGRO: AVIAÇÃO AGRÍCOLA NOVAMENTE MARCA PRESENÇA NA EXPODIRETO/COTRIJAL

Levando em conta ainda que, na África e Oriente Médio, desde os anos 1990 a aviação agrícola integra as ações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (Fao) contra pragas de gafanhotos. Foto: Divulgação

Entidades representativas do setor estão no Pavilhão Internacional da feira em Não-Me-Toque/RS, apresentando a tecnologia, predicados e oportunidades do setor ao público nacional e delegações estrangeiras.

Oportunidades da Aviação Agrícola do Brasil. Este será o tema da palestra do diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Gabriel Colle, na próxima quinta-feira (dia 9), às 11 horas, no Pavilhão Internacional da Expodireto Corijal. A feira em Não-Me-Toque, no norte gaúcho, é um dos maiores eventos do agronegócio internacional, focado especialmente em tecnologias e negócios. E a edição de agora é a segunda consecutiva em que as entidades aeroagrícolas brasileiras (junto no estande está também o Instituto Brasileiro da Aviação Agrícola-Ibravag) marcam presença no Pavilhão Internacional.

Colle, que é também dirigente do Ibravag, falará sobre tamanho das frotas de aeronaves tripuladas e drones operando sobre lavouras, estimativas do crescimento no ano passado e expectativas do mercado para 2023. Conforme a página do Bigdata Aeroagrícola (dentro do site do Sindag), o País tem atualmente 2.253 drones agrícolas cadastrados junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Já a frota de aeronaves tripuladas era de 2.432 aeronaves (2.409 aviões e 23 helicópteros) operando sobre lavouras no início de 2022.

Embora ainda não se tenha concluído o levantamento da frota atual de aeronaves tripuladas junto à Anac, a aposta do setor é de um crescimento na faixa dos 4% no ano passado, ultrapassando a marca das 2,5 mil aeronaves. Onde as maiores frotas estaduais devem continuar sendo as do Mato Grosso, Rio Grande do Sul e São Paulo, seguidos das outras 21 unidades da Federação que contam com a ferramenta.

BPA

Ele deve apresentar ainda um panorama da tecnologia do setor para aliar segurança ambiental e eficiência em campo, além das iniciativas de melhoria contínua implantados pelas duas entidades. Destaque aí para o programa Boas Práticas Aeroagrícolas (BPA) Brasil, que representa o maior investimento já feito na história da aviação agrícola brasileira em capacitação de pessoal e aprimoramento de tecnologias nas empresas.

O BPA Brasil é uma parceria entre o Ibravag e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional), com apoio do Sindag. O projeto está em andamento desde o ano passado (teve seu lançamento dentro da Expodireto de 2022), com o aporte de R$ 3,4 milhões para ações como treinamento de pessoal (em novas tecnologias, governança, compliance, sustentabilidade, segurança operacional e outros pilares da iniciativa). A iniciativa abrange também pesquisas de mercado, mentorias individuais, e outras ações, devendo resultar ainda em um Certificado de Boas Práticas Operacionais, atestado pelo Sebrae e Ibravag.

Aliás, tanto o Ibravag quando o Sindag devem reforçar este ano o trabalho de divulgação dos predicados da aviação agrícola como ferramenta eficiente, segura e altamente regulada. O que abrange também ações para desmistificar a ferramenta. “Ironicamente, o setor aeroagrícola sobre mitos justamente pela sua transparência, já que é sempre visível. A ponto de muitas vezes as pessoas acharem que a ferramenta é determinante para a aplicação de produtos. Quando é justamente o contrário: quando o avião entra em cena, é para se fazer mais com menos, já que se consegue aproveitar mais facilmente a janela climática e se tem menos chance de necessitar retrabalho, além de nãos e ter amassamento”, adianta Colle.

INTERNACIONAL

Além de possuir a segunda maior frota aeroagrícola do planeta – atrás apenas dos Estados Unidos, o Brasil também já chama a atenção de outros países para sua tecnologia. A ponto de indústrias brasileiras venderem para Estados Unidos e África itens como atomizadores rotativos (usados inclusive em aplicações contra mosquitos em Estados norte-americanos) e comportas de combate a incêndios. Estas equipando aviões em países africanos, na Argentina e no Brasil. Aliás, também nas estratégias de comunicação e melhoria contínua o Sindag está ampliando as relações com a Associação nacional de Aviação Agrícola dos EUA (NAAA, na sigla em inglês), conforme ficou acertado no último mês de dezembro, em conversas de dirigentes das entidades coirmãs na terra do Tio Sam.

Um pano de fundo que reforça a importância das entidades aeroagrícolas brasileiras no Pavilhão Internacional da Expodireto. Espaço, aliás, onde no ano passado Colle e o coordenador de Projetos do Ibravag, Rodrigo Almeida, receberam diversas delegações estrangeiras, especialmente de países africanos. Com destaque para a Nigéria, que lançou em dezembro do ano passado um projeto de aquisição de aeronaves agrícolas para impulsionar sua produção de alimentos.

Levando em conta ainda que, na África e Oriente Médio, desde os anos 1990 a aviação agrícola integra as ações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (Fao) contra pragas de gafanhotos. Com uma agenda anual que, no último mês de fevereiro, teve seu primeiro treinamento de operações aéreas em 2023.

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