RS PRECISA FORMAR 5 MIL TÉCNICOS INDUSTRIAIS EM 2023

No Rio Grande do Sul, a necessidade é de 5 mil técnicos. Foto: Internet

 

Há expectativa de crescimento do emprego industrial neste ano e profissionais de nível técnico estão entre os com maior aumento na demanda por formação. O Brasil precisará capacitar mais de 77 mil técnicos para atuar nas oportunidades de base industrial em 2023. As vagas nesse nível de formação contabilizarão 2,2 milhões de postos de trabalho, que representam cerca de 18,4% do total do emprego industrial no país. A análise foi feita pelo Observatório Nacional da Indústria, hub de dados do Sistema Indústria, com base no Mapa de Trabalho Industrial 2022-2025.

No Rio Grande do Sul, a necessidade é de 5 mil técnicos. Os cursos têm duração média de um ano e meio, podendo chegar a dois anos, e têm como pré-requisito o aluno estar cursando ou já ter o ensino médio completo. Eles preparam o indivíduo para o exercício de uma profissão por meio de uma metodologia de ensino bastante prática e voltada para o mercado de trabalho.

O diretor regional do Senai-RS, Carlos Trein, destaca que mais de 95% das indústrias gaúchas estão precisando de profissionais e há um grande número de pessoas desempregadas no estado (cerca de 370 mil). O problema é a falta de qualificação. “O Senai conta com cursos técnicos em todas as áreas industriais que podem qualificar essas pessoas e colocá-las no mercado de trabalho”, ressalta.

As áreas mais procuradas estão vinculadas ao perfil profissional dos cursos técnicos de Mecatrônica e Automação Industrial, que apresentam maior flexibilidade e transversalidade nas operações das indústrias, potencializando o crescimento da carreira profissional. “São áreas necessárias em diversos setores industriais”, lembra Trein. “Esses cursos estão alinhados com o constante investimento nas tecnologias da Indústria 4.0 (manufatura digital) e com movimento de modernização das indústrias que representa a integração de diferentes tecnologias como Inteligência Artificial, robótica, sistema ciber-físicos, entre outros”, afirma ele.

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