ESPECIAL DE DOMINGO: ESTUDO REALIZADO PELA ANTAQ MOSTRA OS IMPACTOS E OS RISCOS DA MUDANÇA NO CLIMA NO PORTO DO RIO GRANDE

De acordo com o diretor de meio ambiente da Portos RS, Henrique Ilha, ‘o resultado desse minucioso e qualificado estudo demonstra a necessidade de manter os registros estatísticos dos eventos que afetem a operação e a infraestrutura portuária relacionados aos eventos climáticos’. Fotos: Divulgação Antaq

O diretor de meio ambiente da Portos RS, Henrique Ilha, participou, no último dia 06.12, da reunião que apresentou os resultados da segunda fase dos estudos sobre os impactos e os riscos da mudança do clima para os portos de Rio Grande, Santos e Aratu. O projeto foi desenvolvido entre a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável.

O estudo detalha as ameaças climáticas de maior probabilidade de ocorrência em cada um desses portos, além de relacionar os principais riscos estruturais e operacionais aos quais os terminais estão sujeitos, assim como as medidas de adaptação a serem empregadas. Entre os três portos analisados nessa etapa do estudo, o de Rio Grande é o que apresenta os maiores riscos e a principal das ameaças são os ventos.

Segundo a Antaq, o ‘vento quadrante sul-sudoeste teve risco classificado como alto em algumas interações, principalmente devido à alta probabilidade classificada como muito frequentemente nos períodos presente e futuro. As cargas sob maior risco são Granéis Líquidos, Granéis Sólidos e Celulose’. O estudo leva em conta duas faixas temporais: a primeira de 2021 a 2040 e a segunda de 2040 a 2060.

Independente dos resultados obtidos para cada porto, o relatório aponta medidas de adaptação comuns, mas que são cruciais para evitar danos maiores. Entre as sugestões estão a criação de bases de dados sistematizados sobre paradas operacionais e danos causados por eventos climáticos; os investimentos em sistemas redimensionados para novos padrões climáticos; e a criação de grupos de trabalho para planejar e implementar as medidas.

De acordo com o diretor de meio ambiente da Portos RS, Henrique Ilha, ‘o resultado desse minucioso e qualificado estudo demonstra a necessidade de manter os registros estatísticos dos eventos que afetem a operação e a infraestrutura portuária relacionados aos eventos climáticos’. Ilha também destacou a dedicação dos profissionais dos terminais e da Portos RS que entregaram ao Porto e ao país uma excelente ferramenta de gestão de risco climático, adaptável a diferentes cargas e diferentes portos.

Texto: Rodrigo de Aguiar

Jornalista responsável: Larissa Carvalho

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