MELHORA DA ECONOMIA NO PAÍS FAZ CRESCER CONFIANÇA DO INDUSTRIAL GAÚCHO

O percentual de empresários que percebem melhora nas condições da economia brasileira passou de 33,2%, em agosto, para 42,9%, em setembro (eram 23,3% em julho).

ICEI divulgado pela FIERGS aumenta mais de três pontos em setembro

O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (ICEI-RS) cresceu 3,3 pontos em setembro, na comparação com agosto, alcançando 62,9. Foi a maior alta desde abril de 2021 e o nível mais elevado desde agosto do mesmo ano. Nos últimos cinco meses, o índice, que varia de zero a cem, avançou 7,1 pontos e se distanciou da marca divisória dos 50 e da média histórica de 54,3, refletindo uma confiança disseminada entre os empresários, provocada especialmente pelos últimos resultados positivos da economia brasileira.

O ICEI-RS é composto pelos índices de condições atuais e de expectativas. Todos cresceram em setembro, sobretudo os relacionados à economia do País. Na terceira elevação consecutiva, o Índice de Condições Atuais aumentou 3,2 pontos em relação a agosto, para 58,2. Acima de 50, indica condições melhores. É o maior patamar desde agosto do ano passado, puxado pelo Índice de Condições Atuais da Economia Brasileira, que avançou 5,1 pontos em setembro e 11,3 nos últimos dois meses, alcançando 59, a pontuação mais elevada desde dezembro de 2020.

O percentual de empresários que percebem melhora nas condições da economia brasileira passou de 33,2%, em agosto, para 42,9%, em setembro (eram 23,3% em julho). A parcela que enxerga uma deterioração diminuiu de 16,8% para 9%, uma redução significativa (chegou a 30,6% em julho). As condições das empresas também evoluíram positivamente: passaram dos 55,6 pontos, do mês passado, para 57,8, em setembro.

PERSPECTIVAS
A melhora do cenário econômico brasileiro afeta as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses e sinaliza aumento da atividade industrial no RS: o Índice de Expectativas passou de 61,9 para 65,3 pontos, o melhor resultado desde agosto de 2021. Valores acima de 50 indicam otimismo. O Índice de Expectativas para a Economia Brasileira subiu cinco pontos e chegou a 63 em setembro, em relação a agosto.

O valor reflete a grande diferença entre as parcelas de empresários otimistas e pessimistas: 56,7% e 6,2%, contra 42,1% e 10,4% do mês passado, respectivamente. O otimismo com relação ao futuro das empresas também subiu, e o índice de Expectativas das Empresas pulou de 63,8, em agosto, para 66,5.

Segundo a pesquisa da FIERGS, realizada entre os dias 1º e 12 de setembro com 210 empresas, sendo 51 pequenas, 67 médias e 92 grandes, o aumento da percepção positiva corrente e futura da economia brasileira impulsiona a confiança do setor industrial gaúcho. Além da recuperação econômica em curso, a melhora se dá pelos menores gargalos nas cadeias de suprimentos e pelos estímulos fiscais, sobretudo nas medidas de desoneração dos combustíveis e da energia.

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