ESPECIAL DE DOMINGO: CEEE-G VENDIDA POR R$ 928 MILHÕES

A alienação do controle da CEEE-G se deu por meio da oferta de lote único de 6.381.908 ações nominativas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi contratado para a elaboração dos estudos e da modelagem do projeto de privatização.

Companhia Florestal do Brasil foi a vencedora do leilão, com lance 10,93% superior ao valor estabelecido.

A Companhia Florestal do Brasil venceu, na tarde da sexta-feira (29/7), o leilão de privatização da Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G). A empresa foi arrematada por R$ 928 milhões, com ágio de 10,93% sobre o valor inicial estipulado no edital. O certame aconteceu na sede da B3, em São Paulo, com disputa acirrada entre a vencedora, empresa vinculada à CSN, e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), as duas proponentes qualificadas.

O governador Ranolfo Vieira Júnior destacou a disputa, com mais de 20 lances. “Tivemos duas grandes empresas disputando e conseguimos concretizar esse processo de privatização, que se iniciou em 2019 e foi concluído agora com a alienação da CEEE-G, o último braço da companhia. A disputa entre duas companhias de grande capital referenda o valor da CEEE-G, que foi respaldado inclusive por decisões do TCE e do Judiciário”, disse.

A alienação do controle da CEEE-G se deu por meio da oferta de lote único de 6.381.908 ações nominativas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi contratado para a elaboração dos estudos e da modelagem do projeto de privatização.

A CEEE-G tem cinco usinas hidrelétricas (UHEs), oito pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e duas centrais geradoras hidrelétricas (CGHs) com potência outorgada de 920,64 MW. As unidades geradoras próprias são agrupadas em dois sistemas: o Departamento de Instalações do Sistema Jacuí e o Departamento de Instalações do Sistema Salto, com sedes nos municípios de Salto do Jacuí e Canela.

Processo de privatização da CEEE

 A desestatização da companhia foi iniciada em janeiro de 2019, com a elaboração das propostas legislativas necessárias. Em maio do mesmo ano,  a Assembleia Legislativa aprovou a retirada da obrigatoriedade de plebiscito para a venda da empresa e, em julho, autorizou a privatização das empresas do Grupo CEEE.

Para a elaboração dos estudos e da modelagem do projeto de privatização, o governo do Estado firmou contrato com o BNDES. A execução dos serviços foi realizada pela empresa Ernst & Young Global e pelo consórcio Minuano Energia, composto pelas empresas Machado Meyer, Thymos Energia e Banco Genial.

A CEEE-G foi o terceiro braço da companhia a ser privatizado. Em março de 2021, a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), comprada por R$ 100 mil pelo Grupo Equatorial, que também assumiu o passivo de quase R$ 7 bilhões.  Em julho do ano passado, a CPFL Energia venceu o leilão de privatização do controle da Companhia Estadual Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T), arrematada por R$ 2,6 bilhões.

Além do governador, estiveram presentes no leilão os secretários de Parcerias, Leonardo Busatto, Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, de Desenvolvimento Econômico, Joel Maraschin, e o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa.

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