PESCADORES PROJETAM CAPTURA DE CERCA DE 6 MIL TONELADAS DE CAMARÃO

A expectativa de uma safra positiva marcou a abertura oficial da Safra do Camarão de 2021, que ocorreu na segunda-feira (1), no Kiosque da Colônia de Pescadores Z3. A partir do evento, parceria entre PrefeituraEmater e Colônia Z3, cerca de 650 pescadores estão licenciados para ir em busca do camarão ‘rosa’, que pode ser pego, de forma legal, até o mês de maio.

Acompanharam o ato o prefeito de Pelotas em Exercício, Idemar Barz, o secretário de Desenvolvimento Rural, Jair Seidel, o presidente do Sindicato dos Pescadores da Colônia Z3, Nilmar Conceição e o presidente da Câmara de Vereadores, Cristiano Silva (PSDB). A partir do evento, parceria entre Prefeitura, Emater e Colônia Z3, cerca de 650 pescadores estão licenciados para ir em busca do camarão ‘rosa’, que pode ser pego, de forma legal, até o mês de maio.

Na abertura, o prefeito de Pelotas em Exercício, Idemar Barz, afirmou que a Safra do Camarão é um período que valoriza não só os pescadores, mas toda a cidade, que é afetada de forma muito positiva com o trabalho desenvolvido pelos moradores da Colônia Z3. “Toda a cidade ganha com o trabalho que tem início aqui na Colônia”, ressaltou Idemar.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Jair Seidel, disse que essa safra é uma das mais especiais dos últimos anos. “Através deste trabalho, as famílias que residem aqui poderão viver melhor, já que a safra ajuda muitas delas a se manterem durante o ano. Esperamos arrecadar este ano cerca de 6 mil toneladas de camarões, assim como foi em 2013”, ressaltou Seidel.

O presidente do Sindicato dos Pescadores da Colônia Z3, Nilmar Conceição afirmou que está confiante no trabalho que vai ser feito até o final do mês de maio. “Esperamos por uma safra próspera, que todos possam usufruir dessa iguaria única que é o camarão da Lagoa dos Patos”, disse Conceição.

Durante o evento de abertura da Safra do Camarão, três pescadores receberam, de forma simbólica, as Licenças Ambientais para a pesca do crustáceo. Os demais pescadores receberam o documento ao longo da tarde através de representantes da Secretaria da Lagoa.

Pescaria: tradição que vem de família

Dentre os trabalhadores autorizados a ir à procura do crustáceo estão os pescadores Nilmar Conceição e Nadir Viegas. Ambos trabalham na Safra do Camarão há mais de 10 anos e estão indo em busca do crustáceo em mais uma temporada. A vida de pescador começa cedo. É isso que afirma o pescador Nilmar, que exerce a profissão desde os 10 anos de idade ao lado dos irmãos. Segundo Conceição, que também é presidente do Sindicato dos Pescadores da Colônia Z3 há 15 anos, a Safra do Camarão é o período mais aguardado por quem depende da pesca para sustentar a família. “Nós pescamos outros animais, mas esperamos ansiosos pelo camarão, pois é neste momento que o nosso trabalho é ainda mais valorizado”, contou Conceição.

Quem também começou a ir para as águas cedo foi o pescador Nadir. Para ele, a vida de pescador começou aos 10 anos ao lado do pai e, desde então, ele afirma que é o que mais gosta de fazer. Hoje, Viegas exerce a profissão com a esposa e os dois filhos do casal.

De acordo com Nilmar, este período é muito importante para a região e seus moradores, pois é nesse momento que acontece grande movimentação de pescadores, de suas famílias – que auxiliam na limpeza e manutenção do que foi capturado – e por quem consome frutos do mar. Em média, 4 mil pessoas se envolvem no processo.

Aguardando o camarão

Segundo o presidente do Sindicato dos Pescadores, a última safra com ótimo resultado aconteceu no ano de 2013, onde capturaram cerca de 6 mil toneladas do animal, que é direcionado para o comércio e garante o sustento de muitas famílias. Em 2020, a expectativa era de que os números da safra de 2013 se repetissem, mas isso não aconteceu. Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Jair Seidel, a expectativa para a safra deste ano é muito positiva. “Esperamos uma safra recorde, com 6 mil toneladas de camarões capturados. A safra é uma alavanca não só para a economia dos pescadores e de suas famílias, mas para toda Colônia e para o município de Pelotas. Se a pesca vai bem, a indústria se movimenta, o comércio vende mais e todos vivem melhor”, ressaltou o secretário.

A preparação para a busca do crustáceo começa cedo, com a avaliação do material usado para a pesca. Linhas, redes, lanternas, barcos e outros são previamente avaliados para que os trabalhadores não sejam prejudicados. “Não é sempre que temos a oportunidade de ter uma safra. Então, quando temos, aproveitamos muito”, disse Conceição.

Apoio

Os dois pescadores salientaram que têm recebido auxílio e suporte permanente da Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), da Patram e da Emater.“Sempre que necessitamos, a prefeitura nos ajudou e nos deu suporte para trabalhar e enfrentar os desafios que a vida de pescador nos proporciona”, salientou Nilmar.

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