NOVA FASE DO PROGRAMA COMUNIDADE EMPREENDEDORA SERÁ PILOTO PARA O ESTADO

09.01.2020 – Reunião sobre o projeto Comunidade Empreendedora – Foto Michel Corvello

A previsão é de que o projeto de incubação, que vai beneficiar 15 moradores do Minha Casa Minha Vida, comece até março

O secretário de Habitação e Regularização Fundiária (SHRF), Ubirajara Leal, recebeu, na última quinta-feira (9), o presidente da Agência de Fomentos Besouro, Vinícius Lima, para tratar de mais uma fase do programa Comunidade Empreendedora, voltado à capacitação empreendedora de moradores dos residenciais faixa um do programa federal Minha Casa Minha Vida, iniciado em dezembro de 2018. A primeira turma terá 15 participantes, com a possibilidade da criação de mais uma. Os selecionados participarão de um projeto de incubação, onde terão acesso a assessoria completa para que seu negócio avance e se torne lucrativo.O projeto, acompanhado pelo Governo do Estado, será piloto no Rio Grande do Sul.
A equipe da Agência fará o mapeamento das principais dificuldades de cada um deles. Lima explica que algumas pessoas têm o dom para vender, mas não dominam a produção, ou a questão financeira. Outras produzem e não sabem calcular o custo ou o preço. Esses pontos serão trabalhados mais intensivamente até que eles se tornem independentes.
Os moradores participantes terão 30 horas conjuntas para a formulação ou adequação do plano de trabalho e acompanhamento individual, durante um ano. Mensalmente, cada um deles terá um encontro presencial com um administrador, e outros dois por chamada de vídeo ou telefone.
Os empreendedores incubados terão, também, mais facilidade de acesso ao crédito, por meio da Política de Geração de Trabalho, Emprego e Renda (RS TER), da Secretaria Estadual do Trabalho e Assistência Social, pois com o acompanhamento técnico, os riscos de inadimplência são reduzidos, o que dá mais segurança a quem concede o crédito.
A parceria com o Governo do Estado visa a sustentabilidade dos negócios, com a redução da probabilidade de insucesso dos empreendimentos, pois viabiliza alternativas para os principais causas de mortalidade das empresas, que são a incapacidade para a gestão, não ter acesso a crédito, ao mercado ou outras formas de transação.
A expectativa é de que, em Pelotas, o projeto-piloto possa começar até março, e no meio do ano sejam apresentados os primeiros relatórios. A partir dos resultados, outras cidades poderão recebê-lo.  Leal diz que a proposta é ampliar e aprofundar o programa de geração de trabalho e renda para os moradores dos residenciais, pois essa é mais uma etapa na nova vida de quem conquistou a casa própria e trabalha incansavelmente para pagar o financiamento e taxa de condomínio, além de todas as despesas de uma casa.
“Trabalhamos para garantir mais dignidade a essas famílias. São pessoas que buscam alternativas e sabem aproveitar cada oportunidade que surge”, diz o secretário ao revelar que a prefeita Paula Mascarenhas pediu, diretamente, que o projeto tenha continuidade, ao avaliá-lo como uma política pública com resultados concretos. Ele lembra que também já estão contratados novos cursos de capacitação para os moradores, na área da construção civil, que abrem novos possibilidades de geração de renda.
O programa Comunidade Empreendedora, coordenado pela SHRF, oferece capacitação em diversas áreas, além de noções de empreendedorismo a pequenos grupos. Na primeira turma de empreendedorismo, os participantes criaram a logomarca do seu produto, aprenderam a calcular os custos de produção, a definir os preços de venda e fizeram um plano de trabalho.



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