DISTRITO INDUSTRIAL DE RIO GRANDE INTENSIFICA BUSCA POR EMPRESAS

    Distrito industrial possui mais de 2,5 mil hectares disponíveis para investimentos, totalizando mais de 430 lotes ARTE JULIANO BRUNI SOBRE IMAGEM GOOGLE EARTH/DIVULGAÇÃO/JC

    JORNAL DO COMERCIO – Jefferson Klein
    O projeto chamado “Porto-Indústria” desenvolvido pelo governo gaúcho tem como meta atrair mais companhias para o distrito industrial do Rio Grande. O superintendente do Porto do Rio Grande, Fernando Estima, considera que, entre os distritos industriais pertencentes ao Estado, o de maior destaque é o rio-grandino, que se encontra em uma área retroportuária (próxima ao porto).
    O dirigente recorda que a gestão do espaço é de responsabilidade da Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, contudo foi acertado com a pasta e com o governador Eduardo Leite que a área deverá receber um tratamento de promoção comercial diferenciado para instigar um volume maior de indústrias a se estabelecerem no terreno. “Isso reforçaria o potencial do nosso porto como infraestrutura”, argumenta o superintendente.
    Estima ressalta que o distrito industrial possui mais de 2,5 mil hectares disponíveis para investimentos, totalizando mais de 430 lotes. O superintendente comenta que o preço normal por hectare sairia por R$ 78 mil, porém é possível dar um incentivo para abater até 90% desse valor, de acordo com o projeto, baixando o custo para R$ 7,8 mil. “Mas, não é para especulação imobiliária, é para quem apresentar efetivamente empreendimento industrial para ser instalado nessa área”, frisa.
    O superintendente enfatiza que são poucos os portos brasileiros que possuem uma área retroportuária como a de Rio Grande. O distrito industrial fica localizado à margem da rodovia BR-392, do lado oposto onde estão os terminais portuários. Estima argumenta que segmentos da economia como o agronegócio, por exemplo, são vocacionados para ocupar esses espaços. As empresas ligadas a esse setor poderiam armazenar produtos e ter processos industriais no local como o esmagamento de soja e a fabricação de biodiesel. O superintendente destaca que, enquanto o porto ganharia com uma maior movimentação de cargas, seria possível agregar valor ao negócio com commodities. O dirigente adianta que o conceito “Porto-Indústria” será apresentado em eventos como a Mercopar – Feira de Inovação Industrial e a Intermodal.



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