COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 17.09.2019

     

    CAMINHOS DA ZONA SUL

    www.caminhosdazonasul.com___________________Paulo Gastal Neto

    Azonasul – Vem aí os 55 anos de uma das mais prestigiadas entidades do sul do estado: A AZONASUL – Associação dos Munícipios da Zona Sul do RS. E para marcar a data, a associação estará sediada amanhã no município de Piratini para celebrar mais um ano de funcionamento. O evento ocorre na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), a partir das 10h, com reunião ordinária dos prefeitos, seguido de assinaturas de convênios, lançamento de novas atividades e homenagens.

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    História – A Azonasul foi fundada no dia 20 de setembro de 1964, em Piratini, pelo então prefeito de Pelotas, Edmar Fetter, que congregou 13 prefeituras da região. Hoje, com 23 municípios associados, desenvolve intensa atividade institucional, política e técnica, objetivando o fortalecimento do municipalismo, que busca a descentralização da administração pública em favor dos municípios e das suas comunidades. A diretoria da Azonasul, eleita anualmente pelo voto direto, é composta por prefeitos de todos os partidos, reunindo desta forma, as forças políticas da região na busca de um bom relacionamento com os governos federal e estadual, em importantes parcerias, sem abrir mão do direito de divergir e de pressionar governos e parlamentos para a garantia de recursos aos municípios e a implementação de políticas públicas do interesse das administrações municipais. A Azonasul atua, também, no assessoramento às prefeituras da região buscando promovê-las como legítimas representantes das demandas sociais e econômicas. É o atual presidente da Azonasul, o prefeito de Capão do Leão, Mauro Nolasco.

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    Porto-Indústria – O governo do estado está viabilizando uma nova ferramenta para investimentos: é o projeto chamado “Porto-Indústria” que tem como meta atrair mais companhias para o distrito industrial do Rio Grande. O superintendente do Porto do Rio Grande, Fernando Estima, considera que, entre os distritos industriais pertencentes ao Estado, o de maior destaque é o rio-grandino, que se encontra em uma área retroportuária. Estima lembra que a gestão do espaço é de responsabilidade da Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, contudo foi acertado com a pasta e com o governador Eduardo Leite que a área deverá receber um tratamento de promoção comercial diferenciado para instigar um volume maior de indústrias a se estabelecerem no terreno. O distrito industrial possui mais de 2,5 mil hectares disponíveis para investimentos, totalizando mais de 430 lotes. O preço normal por hectare sairia por R$ 78 mil, porém é possível dar um incentivo para abater até 90% desse valor, de acordo com o projeto, baixando o custo para R$ 7,8 mil.

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    Crédito – Nesta terça-feira, aqui em Pelotas, acontece encontro para o fomento e a disponibilização de crédito ao turismo. A atividade, dividida em dois momentos, é voltada aos municípios da região e aos empresários do setor turístico. Na pauta, a oferta de linhas de financiamento para projetos relacionados ao tema e rodada de negócios com instituições financeiras.  Apoiado pela Prefeitura, através da Sdeti, o evento é uma realização do governo do Estado, em parceria com o Badesul, BRDE e o Sebrae, e será realizado na Associação Comercial de Pelotas (ACP). A iniciativa faz parte do programa +Turismo RS, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) do Estado.

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    Indústria – O projeto para instalar uma fábrica de pellets (combustível sólido de granulado de partículas de madeira) em Pinheiro Machado está mais próximo de ser concretizado. Os empresários Luiz Eduardo e Guilherme Batalha, que criaram a BrasPell, levaram ao governador em exercício, o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior,  um dos primeiros clientes da futura indústria gaúcha – a empresa francesa Albioma – e atualizaram sobre o andamento do projeto. Também foram informados das novidades o secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos Júnior, e o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rubens Bender. Com a licença de instalação (LI) em fase final de elaboração, a intenção da BrasPell é iniciar as obras no início de 2020. O investimento total está estimado em R$ 1,5 bilhão, o que inclui a construção da fábrica (que ocupará parte de uma fazenda de 140 hectares de Pinheiro Machado), os primeiros 45 mil hectares de floresta para matéria-prima também na região, bem como as melhorias na ferrovia (que corta a propriedade) e no terminal portuário e, ainda, em uma usina termelétrica, que vai abastecer todo o complexo industrial e gerar excedente para o sistema elétrico nacional. A previsão é de que leve dois anos para que a fábrica comece a produzir pellets – gerando cerca de mil empregos diretos.

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    Até a próxima!




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