COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 10.09.2019

    CAMINHOS DA ZONA SUL

    www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

    Não esquecer – Esta coluna e o site Caminhos da Zona Sul – www.caminhosdazonasul.com.br – desde o início de suas veiculações tem defendido um ritmo acelerado no incremento do plantio de florestas no Rio Grande do Sul e no Brasil. O eucalipto é matéria prima para uma das principais indústrias do país: a celulose!

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    Área – O nosso país possui cerca de 8 milhões de hectares de florestas plantadas e o eucalipto lidera o crescimento do setor, acompanhando os aumentos da produção brasileira de celulose. E é justamente o setor de celulose e papel que demanda o maior crescimento da área plantada, tanto própria como de produtores independentes. De 2010 a 2016, a área de plantio de eucalipto aumentou 16%. O acréscimo de área plantada neste período corresponde a mais de 770 mil hectares de eucalipto.

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    A força da cultura – A produtividade do eucalipto por aqui é de 35 m³/ha/ano e do pinus é de 30 m³/ha/ano, enquanto em países como o Chile, não passam de 25 e 22 m³/ha/ano, respectivamente. Porém, mesmo com resultados de produtividade acima de outros países, encontramos no Brasil áreas de florestas com variações de produtividade de 40%, para cima e para baixo, em relação à média. As diferenças de produtividade apontam para a existência de grandes oportunidades para a otimização, tanto do custo-caixa como no capital empregado na atividade florestal no país.

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    Indústria – A nossa região não pode perder a mobilização pela instalação de uma indústria de celulose por aqui. A alteração na ‘lei da propriedade de terras para estrangeiros’ é imperativa que avance. Vencida a fase da burocracia que emperrou o Brasil durante anos, a mentalidade ágil que procura se instalar na república deveria servir de estímulo para que as lideranças do estado retomem a ideia de que essa é uma cultura inerente ao sul do Rio Grande e que muito poderá ser feito a partir da instalação de uma fábrica de celulose no sul do RS!

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    País – O Brasil possui vantagens competitivas significativas para a produção florestal e, portanto, imenso potencial para atração de capital de investidores financeiros estrangeiros nesse setor. Aliás, a indústria de celulose no RS é chilena e gera milhões em impostos e milhares de empregos em várias cadeias. Dentre os grandes produtores de commodities agrícolas, o país é, de longe, aquele com maior disponibilidade de áreas agricultáveis para expansão da produção. Dentre vários, fatores, a produtividade agro-florestal brasileira se beneficia da disponibilidade de água e alta incidência de luz solar território nacional.

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    Futuro do setor – A floresta do futuro produz mais, gerenciada de perto e com profissionalismo, custa menos, consome menos recursos naturais e fornece produtos e serviços de maior valor agregado. Ela alia benefícios em curto, médio e longo prazo em setores como: Sustentabilidade (certificações; pegada de carbono/créditos de carbono; gestão da água; controle biológico de pragas e energias renováveis), Biotecnologia (introdução de OGMs com maior produtividade; introdução de novos traits como maior teor de lignina, resistência a pragas, doenças e estresse abiótico); Usos da madeira (manejo para uso múltiplo e manejo “energético” e extração de novos compostos para substituição de matérias-primas fósseis) e Gestão (silvicultura de precisão; ferramentas inteligentes de gestão; aplicações limitadas de big data e uso inteligência artificial e inteligência aumentada em diferentes níveis do processo).

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    End – Por fim, ficam em meu pensamento as lições de tenacidade e absoluto conhecimento do setor por parte do Dr. Válter Lídio Nunes, que tantas informações repassou à jornalistas que se empenharam em divulgar a cultura do plantio de florestas e promover, com o inalienável respaldo da responsabilidade ambiental, uma alternativa para o crescimento econômico do Rio Grande do Sul. A coluna desta terça-feira é em sua homenagem!

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    Colaborou nessa colunaLuiz Fellipe Arcalá – Diretor executivo da Innovatech Gestão. Formado em Engenharia Florestal UNESP e MBA em Gestão Empresarial pela FGV, possui experiência em gerenciamento de negócios, planejamento e inovação para o setor do agronegócio. Trabalha com inúmeras companhias levando novas formas de gerenciamento, com foco em resultados e amadurecimento de processos de produção.

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    Até a próxima!




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