PORTOS: TRANSPORTE DE VEÍCULOS ENTRE OS PORTOS DO RS, URUGUAI E ARGENTINA É POSSÍVEL

    Governador foi conhecer funcionamento de terminal portuário em busca de alternativas para o desenvolvimento do RS – Foto: Rodger Timm / Palácio Piratini

    Na primeira agenda no Uruguai, Leite conhece operação do porto de Montevidéu

    O governador Eduardo Leite deu início, na tarde desta terça-feira (20/8), a uma série de agendas que cumprirá nos dois dias de missão oficial em Montevidéu, no Uruguai. Leite foi recebido pelo embaixador do Brasil no Uruguai, Antônio José Ferreira Simões, e pelo presidente da Administração Nacional de Portos do Uruguai (ANP), Alberto Diaz, na sede da instituição.

    Em seguida, o governador partiu para o primeiro compromisso: uma visita ao porto de Montevidéu. Inaugurado em 1909, é o principal porto comercial do país, operado pela ANP, e uma das principais rotas de mobilização de carga do Mercosul.

    O governo do RS vem investindo em modernização e busca alternativas de desenvolvimento. “Queremos viabilizar a utilização da Lagoa dos Patos como forma de transporte hidroviário. Para reduzir os custos logísticos, uma das alternativas é fazer com que Porto Alegre seja inserida na rota marítima, facilitando o transporte de carga oriundo da Serra e da Região Metropolitana”, afirmou o governador. A expectativa é de que essa inserção ocorra em até 90 dias.

    O site e a coluna Caminhos da Zona Sul tem a informação de que o transporte de veículos poderá ter início em breve entre os portos de Rio Grande, Porto Alegre, Montevidéu e Buenos Aires.

    Operações serão feitas em embarcações com o sistema Roll on Roll off.

    Além disso, o governo do RS tem dado espaço à parceria com a iniciativa privada e, por isso, a visita serviu para entender o modelo de parceria utilizado no porto de Montevidéu. Diaz detalhou como funciona a operação da ANP no controle dos terminais portuários, bem como o processo de concessão, respondendo aos questionamentos da equipe gaúcha.

    Em reunião na Administração Nacional de Portos do Uruguai, diretoria detalhou como funciona o controle dos terminais portuários – Foto: Renan Arais / Palácio Piratini

    O porto permite a livre circulação e destinação de bens e também não cobra obrigações aduaneiras, taxas ou impostos pelas mercadorias que entram em território uruguaio. Somente quando as mercadorias são introduzidas no território aduaneiro nacional é que estão sujeitas aos impostos, uma vez que são consideradas importações. Nos últimos anos, o porto vem passando por melhorias estruturais que se estenderão até 2035, como a construção de novos acessos e terminais.

    Implementação de rota internacional é tema de encontro com empresa ISL

    Depois de conhecer o porto de Montevidéu, o governador Eduardo Leite se reuniu com a diretoria da empresa paraguaia ISL (Independencia Shipping Lines), do KMA Group, onde foi recebido pelo gerente comercial, Ignacio Ituburu. Especializada em transporte fluvial, a empresa conta com seis embarcações.

    O governador visitou um barco da empresa, do tipo roll-on-roll-off, com capacidade para 10,5 mil toneladas de carga. “Identificamos, nesse tipo de embarcação, uma oportunidade de viabilizar a hidrovia em maiores quantidades de transporte para, com isso, alavancar outros investimentos na própria hidrovia”, argumentou Leite.

    O superintendente do Porto de Rio Grande, Fernando Estima, explicou que o RS tem interesse em ampliar o uso das hidrovias gaúchas, facilitando a logística de transporte de cargas. “O Estado precisa buscar alternativas de desenvolvimento, e a redução do custo logístico é uma pauta que o governador tem defendido”, lembrou Estima.

    A pauta da reunião foi a implementação de uma rota entre Buenos Aires, Montevidéu, Rio Grande e Porto Alegre. “Em vez de aprofundarmos os canais, o ideal é procurarmos as embarcações apropriadas para navegar nas nossas hidrovias”, explicou Estima. A intenção é buscar uma aproximação entre a empresa operadora dos barcos e os empresários gaúchos. Temos uma cultura exclusivamente rodoviária, e precisamos mudar essa mentalidade”, resumiu.

    A comitiva oficial é composta pelos secretários Claudio Gastal (Governança e Gestao Estratégica), Juvir Costella (Logística e Transportes), Ruy Irigaray (Desenvolvimento Econômico e Turismo), Ana Amélia Lemos (Relações Federativas e Internacionais), Fernando Estima (superintendente do Porto de Rio Grande) e Paulo Morales (chefe de Gabinete), além de deputados estaduais e federais.




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