TÉRMICA PAMPA SUL AVANÇA ETAPA PARA COMEÇAR A OPERAR

    DO JORNAL DO COMERCIO – Jefferson Klein

    A termelétrica Pampa Sul, que está sendo implementada pela Engie Brasil Energia em Candiota, concretizou, nesta semana, uma importante fase do empreendimento: o primeiro sincronismo com o Sistema Interligado Nacional (SIN), atividade que representa o início da operação em testes com geração de energia para a rede elétrica. No início de maio, a caldeira da usina a carvão foi acesa permitindo que uma série de verificações funcionais fossem executadas, entre as quais, o sincronismo.

    A partir de agora, dados sobre o desempenho da planta, obtidos durante os testes de carga, serão apresentados para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa também aguarda a obtenção da Licença de Operação (LO) com o Ibama. O diretor de Geração da Engie Brasil Energia, José Laydner, informa que a entrada em operação comercial da planta está prevista para o final de junho. “Ainda será necessário realizar outra série de testes de performance que vão garantir que a Pampa Sul opere com a potência, taxa de eficiência e níveis de emissões atmosféricas, conforme especificado no projeto”, ressalta.

    Empreendimento foi sincronizado ao Sistema Interligado Nacional /SIMÔNI COSTA/DIVULGAÇÃO/JC

    A última termelétrica a carvão ativada no Rio Grande do Sul foi a usina Candiota 3, da CGTEE, inaugurada em 2011. Desde então, outros quatro empreendimentos que tinham esse mineral como combustível foram desativados no Estado (fases A e B do complexo termelétrico de Candiota, São Jerônimo e Charqueadas). A Engie Brasil Energia já afirmou que, após a conclusão da Pampa Sul, a empresa planeja vender o empreendimento, assim como o complexo térmico Jorge Lacerda, que está localizado em Capivari de Baixo, no Sul de Santa Catarina. O processo de alienação está alinhado com a estratégia de descarbonização do grupo Engie, que tem como objetivo a redução de emissão de CO2 dos seus ativos. A usina Pampa Sul terá uma potência de 345 MW (cerca de 8,5% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul).

    Em novembro de 2014, logo após vencer o certame que garantiu a comercialização da energia a ser produzida, o investimento previsto para a unidade era estimado em R$ 1,8 bilhão. Atualmente, esse valor é calculado em cerca de R$ 2 bilhões. O começo das operações da térmica estava previsto para janeiro deste ano. Laydner atribui o atraso do projeto à complexidade do empreendimento, e não a uma razão específica. A usina deverá consumir, a plena carga, cerca de 200 mil toneladas de carvão ao mês. A operação da térmica gerará cerca de 150 empregos diretos.




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