HISTÓRIAS DE EMPREENDEDORISMO ASSINALARAM O DIA DA INDÚSTRIA EM PELOTAS

    Três testemunhos de coragem e perseverança para empreender marcaram as atividades desenvolvidas na última quinta-feira pelo Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel) em parceria com o Sistema Sesi/Senai para celebrar Dia Nacional da Indústria, comemorado neste sábado 25 de maio. Empresários de setores distintos da economia local apresentaram suas trajetórias e as políticas de atuação de suas indústrias aos alunos do Ensino Médio e do programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA) da Escola Sesi Eraldo Giacobbe.

    O primeiro relato, apresentado pelo diretor da Companytec, Luiz Carlos da Silva, mostrou os desafios da criação de projetos inovadores: no caso softwares para automação de postos de gasolina. “Iniciamos no tempo que a Internet era discada e não foi fácil convencer donos de postos lá do Nordeste, por exemplo, a comprarem os nossos produtos”, relatou. Segundo ele, as incertezas eram frequentes sobre a forma de manutenção dos equipamentos; a real eficiência e o envio do produto, que ocorria através dos Correios.

    Em seguida, Luiz Ariosto, da Golden Peach, falou sobre a sua trajetória, sua formação educacional, na área de Engenharia Mecânica e a decisão, aos 50 anos, de abandonar o cargo de executivo de uma grande empresa para abrir seu próprio negócio no ramo de conservas alimentícias. “Mas foi preciso achar um diferencial no mercado, caso contrário não teríamos clientes para absorver a produção”, lembrou. Hoje, revelou Ariosto, que a Golden Peach vende o extrato de pêssego para as principais indústrias fabricantes de sucos em embalagem longa-vida.

    O construtor Vittório Ardizzone encerrou as apresentações de cases abordando a importância da educação para a formação de homens e mulheres trabalhadores. “ Foi a melhor e mais valiosa herança que meu pai deixou”, disse. Ele também falou sobre a superação de processos burocráticos que envolvem o setor da construção civil e a insegurança jurídica que a maioria dos empresários atravessa para manter sua empresa em funcionamento. “Não é tarefa para amador. É risco permanente. É preciso ousar e ter muito jogo de cintura para que os objetivos de sua empresa sejam alcançados . Mas, na verdade é isso que move o empresário. A cada dia que nasce, um novo desafio, uma nova conquista”, despontou.

    APROXIMAÇÃO – O gerente do Sesi, Dionísio Schutz destacou a relevância da aproximação entre os empreendedores locais e os alunos da Escola, que tem como foco despertar o interesse pela atividade industrial através da inovação e da tecnologia. “Em tese, estamos formando futuros industriais em nossa unidade de ensino. Eles precisam estar atentos ao Mundo e cientes de todos os processos que envolvem a atividade de empreender”, disse. A diretora Maristela Kellermann enfatizou que a proposta de celebrar o Dia da indústria neste novo formato buscou a valorização da iniciativa no setor secundário da economia, tanto na produção e serviços que geram emprego e renda, como também, sendo protagonistas para oferecer o suporte das estruturas do Sesi e do Senai, que oportunizam o acesso de cidadãos à educação de qualidade.




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