COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 14.05.2019

CAMINHOS DA ZONA SUL

www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

Mudança – Nada positiva para Rio Ghrande e para o próprio estado o plano de reestruturação da Receita Federal. Parte de uma nova região fiscal, que englobaria ainda Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, o RS perderia a alfândega portuária em Rio Grande, que seria transformada em inspetoria subordinada a uma estrutura central em Itajaí (SC). Entidades ligadas ao Porto de Rio Grande tentam reverter a implantação da medida, que entendem prejudicar a operação gaúcha, distante 845 km da cidade catarinense. A reestruturação da Receita, proposta pelo Comitê de Governança Institucional da entidade, tem por objetivo otimizar os recursos disponíveis, atendendo ao corte de funções gratificadas decretada pelo Ministério da Economia. Uma das diretrizes principais é a redução de 10 para cinco regiões fiscais no País. Delegacias com menos de 100 servidores seriam transformadas em agências, e agências com até cinco servidores seriam extintas ou transformadas em postos de atendimento. Além disso, as unidades passariam a ser divididas por temas, e não necessariamente por território. Pouco disso é sabido oficialmente, pois os planos não foram tornados públicos pela Receita. O tema aqui no stado veio à tona por meio de uma nota técnica emitida pela própria alfândega de Rio Grande, questionando o plano e defendendo a manutenção da estrutura. A proposta da nota, assinada pelo então delegado da alfândega, Carlos Frederico Schwochow de Miranda, e encaminhada aos órgãos competentes, é de criação de duas alfândegas portuárias na nova região fiscal: a de Itajaí, com mandato sobre os portos catarinenses e paranaenses, e uma segunda, em Rio Grande, com mandato sobre os portos gaúchos.

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Degola – Na semana passada, após manifestar sua opinião ao Jornal do Comercio, o delegado da alfândega Carlos Frederico Schwochoe de Miranda, foi exonerado de sua função, medida recebida em Rio Grande como retaliação por ter tornado públicos, por meio da nota técnica, os planos da Receita.

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Rice – Começa nesta terça-feiram, aqui em Pelotas, a Expoarroz Tech. De 14 e 16 de maio a cidade reforça a sua referência no setor desta vez com um viés altamente tecnológico, inserindo o agronegócio como importante motor do desenvolvimento econômico regional e do país. A ideia da Expoarroz Tech é fazer com que, cada vez mais, empresas e expositores tragam suas tecnologias para que sejam lançadas no evento e que os temas voltados a novas mecânicas e equipamentos permeiem os painéis de debates do Fórum. Uma expansão de 15% em sua área de exposição em relação à última edição, totalizando 3.100m² indoor capazes de receber uma enorme gama de expositores caracteriza a feira deste ano que já está na sua sexta ediçao. Outra novidade fica a cargo do Auditório Principal do evento, que contará com grandes painéis de LED e áudio transmitido por fones de ouvido. No dia 15, alinhando-se ao projeto Provarroz, a Carreta da AGAS receberá oficinas de receitas à base da farinha de arroz. No último dia de evento destaca-se a Assembleia do Sindiarroz-RS e a Rodada Internacional de Negócios com a presença de embaixadores de países compradores, como Quênia, Tanzânia e Namíbia.

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De fora O novo plano de socorro da União aos estados, que estima liberar R$ 40 bilhões em quatro anos e não beneficia o RS causa preocupação à diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul. Pelo programa, o Tesouro dará garantia para que os estados endividados possam captar recursos no mercado em condições mais favoráveis, desde que adotem medidas de ajuste. Em caso de calote, a União arca com a dívida. O presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, reconhece o esforço que o governo gaúcho vem fazendo para ajustar as contas, ao mesmo tempo questiona a não inclusão do RS no Plano Mansueto, ou Programa de Equilíbrio Fiscal (PEF). Ele também valoriza a interlocução que o Governo de Eduardo Leite tem feito com entidades empresarias e a sociedade com transparência na apresentação da radiografia financeira. Até agora, o PEF será destinado a 11 estados com nota C no ranking do Tesouro, mas o Rio Grande do Sul tem D. A nota de capacidade de pagamento resulta da avaliação em três indicadores: endividamento, poupança corrente e índice de liquidez.

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Até a próxima!




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