VOLUME DE ABATES EM PELOTAS CRESCE MAIS DE 90% EM DOIS ANOS

    Desburocratização e apoio do Município são responsáveis pelo incremento das atividades nos abatedouros

    Os oito abatedouros registrados em Pelotas acusaram aumento de mais de 90% na produção nos últimos dois anos. O ano de 2018 fechou com mais de 3.495 toneladas de animais abatidos, contra 1.260 do final de 2016. O incremento nas atividades é devido à desburocratização e ao apoio do Município ao setor. Além dos oito estabelecimentos com alvará sanitário, outros dois estão avançando no processo de regularização.
    O engenheiro-agrícola da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Telmo Lena, informa que, diariamente, médico-veterinário ou técnico de inspeção do Município inspeciona toda a atividade dos abatedouros. “O início é no curral, onde é verificada a condição sanitária do animal vivo. Depois, o profissional acompanha o abate e realiza a inspeção das vísceras.”
    Lena esclarece que a inspeção das vísceras é diária e que a análise microbiológica da carne é feita de três em três meses no laboratório da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), assim como a das condições físico-químicas da água.
    Quem ganha
    Tanto o Município quanto o consumidor ganham com o crescimento da agroindústria de abates. O primeiro, com o aumento da arrecadação de impostos; o segundo, com a segurança alimentar de consumo de produto inspecionado. A inspeção conduz a população a ter acesso a alimento com origem determinada e combate a clandestinidade.
    Os oito abatedouros legalizados seguem o programa Boas Práticas. Trata-se de regras estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – um conjunto de documentos que determina métodos de higienização e controle de qualidade.
    A capacitação das agroindústrias no programa Boas Práticas é aplicada por profissionais externos, qualificados para a atividade. Toda a indústria de alimentos precisa seguir as regras de Boas Práticas.
    Avanço do SIM
    O Sistema de Inspeção Municipal (SIM), vinculado à SDR, possui uma estrutura dividida em três grupos: pequenos, médios e grandes. Os grandes estabelecimentos abatem em média 400 animais por mês, os médios cem e os pequenos 50. Dos oito abatedouros locais, três são grandes, três médios e dois pequenos.
    O SIM está em processo de equipação de serviços com o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). No primeiro semestre deste ano, alguns abatedouros serão escolhidos para entrar no sistema, a partir de auditorias realizadas pelo Ministério da Agricultura. O acesso ao Sistema permitirá que os estabelecimentos comercializem seus produtos em todo o País.



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