COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 15.01.2019

CAMINHOS DA ZONA SUL

www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

No rádio – A duplicação do trecho sul da BR-116, todos os dias recebe uma atenção. O Coronel do exército Rogério Siqueira, comandante do 4º Grupamento de Engenharia do 1º Batalhão Ferroviário de Lages, atual Superintendente do Grupamento de Engenharia do Exército participou do Treze Horas da Rádio Universidade, na quarta-feira passada, junto com a advogada ambientalista Lilian Brusamarello e o jornalista Clayton Rocha, debateram durante boa parte do programa sobre as ações do exército brasileiro em favor da duplicação do trecho Guaíba/Tapes da BR-116. Acompanhando tudo de perto, em seu gabinete no Comando Militar do Sul, encontrava-se o General Antônio Miotto, ex-comandante da 8ª BIM (Brigada de Infantaria Motorizada), sediada em Pelotas. O General Miotto é, hoje, a maior autoridade militar dos três Estados do Sul do Brasil.

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Duplicação – O Batalhão de Engenharia do Exército irá dar início as obras de duplicação do trecho de 50 km entre Guaíba e Tapes. O batalhão deu início à maior Operação de Engenharia do Exército Brasileiro, pois foi iniciada a mobilização de pessoal e equipamentos em direção a Guaíba, onde militares e servidores civis trabalharão na obra. A duplicação no trecho de 50 quilômetros entre as cidades de Guaíba e Tapes começa em fevereiro e até o final de maio a região deverá contar com cerca de 300 homens trabalhando no local. Os militares deverão permanecer ali por 38 meses, tempo de execução do trecho da obra, que tem custo de R$ 207 milhões.

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Atracação liberada – Sinal verde para a Ecovix colocar em prática o plano anunciado de ter novas operações em Rio Grande. Na primeira sessão do ano, a Assembleia Legislativa aprovou projeto enviado pelo Executivo Estadual que autoriza a diversificação de atividades no Polo Naval.  Criada há quase nove anos, a Ecovix tinha como finalidade principal a montagem de cascos de plataformas petrolíferas, mas com o cancelamento de contratos por parte da Petrobras a empresa entrou em recuperação judicial. A intenção, agora, é utilizar a infraestrutura na área do Estaleiro Rio Grande para outras operações, gerando emprego, renda e tributos. Além da atracação de navios cargueiros para a movimentação e armazenagem de mercadorias, a Ecovix pretende fazer reparos em plataformas petrolíferas e embarcações e processar aço para a indústria metal mecânica.

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Região – O presidente Azonasul, Rudinei Harter, prefeito de São Lourenço do Sul, esteve em Porto Alegre na semana que passou para uma assembleia com os presidentes de associações gaúchas integrantes da FAMURS. No encontro, Harter entregou ao presidente da Federação, Antonio Cettolin, prefeito de Garibaldi, um documento com as demandas regionais, solicitando apoio e a interlocução da entidade estadual junto aos órgãos competentes. O documento contempla ações em infraestrutura, investimentos na zona rural e aponta os graves problemas acarretados com o atraso de repasses estaduais para as áreas de saúde e educação.  A região também quer o apoio da Famurs para a busca de recursos, junto ao Governo Federal, que viabilizem a  construção e o custeio do Hospital Regional 100% SUS vinculado à Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Já a pavimentação do acesso aos municípios, uma pauta constante nas gestões da Famurs, mereceu destaque especial no documento, apontando oito localidades na zona sul que necessitam com urgência de asfaltamento e construção de pontes.

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Não é hora – O governador Eduardo Leite (PSDB) avalia que a privatização do Banrisul “não é oportuna” e “se torna inviável” no atual contexto estadual. Leite também defende que o PSDB mantenha sua posição social-democrata: “não pode se deixar levar ao sabor dos ventos”. As declarações foram dadas às jornalistas Estelita Hass Carazzai, da Folha de São Paulo, e Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, do Estado de São Paulo, publicadas no fim de semana passado.

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Lado B – No mesmo momento, o chefe da Casa Civil no governo Michel Temer, ex-ministro Eliseu Padilha (MDB) diz justamente o contrário. Ele avalia que o Rio Grande do Sul só conseguirá aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) se incluir o Banrisul na oferta de ativos entregues à União como garantia. “Não é que tem que ser o Banrisul. É que tem que ter um determinado patamar de disponibilidade de ativos para que se possa firmar o acordo. E esse patamar não é alcançado, segundo o Ministério da Fazenda, sem a inclusão do Banrisul”, explica. O tempo dirá!

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Até a próxima!




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