GUAÍBA RECEBE EMPREENDIMENTO NA ÁREA QUE ERA DESTINADA À FORD

    Negociações entre companhia, prefeitura e Estado vêm sendo realizadas desde 2013 /JONATHAN HECKLER/ARQUIVO/JC – Jornal do Comércio

    JORNAL DO COMERCIO – Carolina Hickmann

    A área que abrigaria uma planta da montadora Ford em Guaíba no final da década de 1990 vai contar com um novo investimento. A empresa francesa de capital russo Gefco, responsável pela logística da Peugeot e Citroën, deve se instalar no complexo nos próximos meses. De acordo com o gabinete do prefeito de Guaíba, José Sperotto, ao longo desta semana devem haver reuniões que permitirão cravar o montante a ser investido pelo grupo PSA na cidade, ao qual a Gefco pertence.

    Ainda assim, as tratativas estão em fase avançada, uma vez que as obras só dependem da apresentação de um cronograma. As negociações com a prefeitura e o governo do Estado já vem desde 2013. Na época, o investimento previsto era de R$ 60 milhões. A empresa já tem atuação em Guaíba, porém, com o movimento de construção de novo centro de distribuição e logística, deve ocupar inicialmente 20 hectares do antigo espaço da Ford. No mesmo local, haverá a reserva de outros 20 hectares para o grupo, sinalização de uma possibilidade de ampliação. Apenas 42 dos cerca de 940 hectares da Ford em Guaíba estão ocupados, segundo a prefeitura. Por outro lado, tratativas com a chinesa de caminhões Foton foram retomadas.

    Em 2016 a empresa havia adquirido 150 hectares do espaço, realizado a terraplanagem e parte da fundação para a instalação de planta fabril, empreendimento anunciado ainda em 2013, com aporte de R$ 250 milhões, à época. A estrutura teria capacidade de produção para 21 mil unidades de caminhões e outros veículos pesados ao ano. As tratativas são no sentido de que, até o segundo semestre de 2019, as obras sejam retomadas.

    Outro investimento confirmado no local é o da empresa Dasppet, especializada em produtos para animais, que está construindo um parque logístico. Cerca de R$ 12 milhões estão sendo aplicados na obra, que deverá completada em 2019 e irá gerar 50 empregos imediatos e 200 em cinco anos.




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