COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 11.12.2018

 

CAMINHOS DA ZONA SUL

www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

Bons ventos – Está em curso o maior projeto de energia eólica do RS. Trata-se do Complexo Eólico Ventos do Atlântico. O projeto já obteve licença da Fepam e é o maior empreendimento para geração de energia eólica do estado neste momento e vai gerar uma potência total de 870 MW. Além da geração de energia limpa, a licença concede a possibilidade de instalação de uma linha de transmissão de energia de 230 kV, integrando-a assim ao Sistema Interligado Nacional. Localizado no distrito de Bojuru, em São José do Norte, o Complexo Eólico Ventos do Atlântico ocupará uma área de 15,8 mil hectares na região eólica Costa Leste da Laguna dos Patos. Está prevista a instalação 290 aerogeradores, distribuídos em 32 centrais geradoras em um investimento de R$ 4 bi. A Linha de Transmissão Ventos do Atlântico terá extensão de 63,6 km, incluindo trechos aéreos, subterrâneos e subaquáticos.

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Empregos – A Havan – www.havan.com.br  – maior loja de departamentos do Brasil, deverá se instalar em Pelotas em espaço locado junto ao Jockey Clube de Pelotas, nos entroncamentos das avenidas Salgado Filho e Zeferino Costa, zona norte da cidade. O Conselho Deliberativo do Jockey Clube autorizou a diretoria executiva do clube a prosseguir nas negociações com os representantes do empreendimento. Na segunda-feira, 26 de novembro, o diretor de expansão da Havan, Nilton Hang, havia visitado Pelotas e na ocasião falou sobre o projeto de 25 mil metros quadrados que serão construídos na cidade juntamente com um parque linear em área do município que também se situa na mesma avenida. O investimento é na ordem de R$30 milhões e a expectativa é da criação de 200 empregos diretos.   A inauguração está programada para julho de 2019.

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Protocolo – O secretário de Estado dos Transportes, Humberto Canuso, esteve visitando o Porto de Pelotas. Ele foi recebido pelo diretor superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco e pelo chefe da divisão do Porto de Pelotas, Cláudio Oliveira. Na oportunidade, Branco e Oliveira apresentaram a comitiva da Secretaria dos Transportes, um relato das ações realizadas ao longo do ano de 2018 com vista a ampliação das atividades da área operacional. O Porto de Pelotas nos últimos anos passou por uma grande revitalização proporcionada pelo projeto de toras de madeira, parte das operações da CMPC – Celulose Riograndense de Guaíba.

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Draga 2 – Depois de 30 dias de operação da dragagem do canal de acesso ao Porto do Rio Grande, chegou recentemente a segunda draga que irá operar no procedimento. A draga Kaishuu tem 157 metros de comprimento por 28 metros de largura, com uma capacidade de sucção de até 16 mil metros cúbicos de sedimentos por ciclo. A Kaishuu irá operar de forma simultânea a Pearl River que já está operando desde 29 de outubro. A nova draga iniciou a operação no dia 1º de dezembro. A operação de duas embarcações no canal de acesso não impacta na atividade portuária.

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Rice Tech – Foi apresentada aos jornalistas, convidados do setor e autoridades a edição 2019 da Expoarroz. Novidades para a próxima edição, e a atual equipe de realização da feira, foram algumas das informações apresentadas ao público, que foi convidado a embarcar rumo ao futuro do mercado do arroz. A Expoarroz Tech ocorre de 14 a 16 de maio de 2019, em Pelotas. O coordenador da Expoarroz Tech 2019, Fernando Estima apontou informações relevantes sobre a próxima edição da feira. A principal novidade prevista para a Expoarroz será o foco no cenário tecnológico na cadeia produtiva do arroz. Em 2019, o evento recebe mais uma edição do Fórum Expoarroz, que terá como foco o cenário tecnológico, visando discutir os setores da cadeia produtiva, discutindo a produção e industrialização do arroz, qualificando seu processo, e promovendo o debate de assuntos relevantes ao setor como exportação e comercialização.

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Mais um passo – A obra é lenta, porém sempre algo está acontecendo, pelo menos. O DNIT encerrou o décimo e último mutirão conciliatório para indenização e desapropriação de áreas impactadas pelas obras de duplicação da BR-116/RS, trecho Guaíba – Pelotas. Dos 52 processos previstos, dois não obtiveram acordo e três foram extintos, totalizando 96% de acordo. Desde 2013, incluindo o chamado Contorno de Pelotas, mais de 500 audiências foram realizadas em conjunto com a Justiça Federal do Rio Grande do Sul (JFRS), Advocacia Geral da União (AGU) e Defensoria Pública. Eventualmente, alguns processos pontuais que tenham ficado pendentes ainda podem ser tratados dentro de outros mutirões que envolvam o DNIT e a JFRS.

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Até a próxima!




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