COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 02.10.2018

    CAMINHOS DA ZONA SUL

    www.caminhosdazonasul.com____________________Paulo Gastal Neto

    Perda – A Shanghai Electric desistiu da parceria com a Eletrosul, controlada pela Eletrobras, para explorar empreendimentos de transmissão de energia elétrica no Rio Grande do Sul avaliado em mais de R$ 4 bilhões. É uma perda em investimentos que compromete projetos futuros e que pode comprometer o RS de arregimentar empresas de vulto. O ativo tinha sido objeto de leilão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e a agência havia dado prazo até a a sexta-feira (21) para que os dois players se manifestassem sobre a parceria. A Shanghai Electric, por meio da SZE Transmissora de Energia, assumiria a operação depois de aprovação dos órgãos reguladores. No entanto, a empresa chinesa anunciou que não entregará a Garantia de Fiel Cumprimento ao Contrato de Concessão, procedimento indispensável para que a SZE recebesse a concessão.

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    Acerto – O estaleiro da Ecovix de Rio Grande, que teve a homologação da recuperação judicial aprovada pela justiça há um mês, quitou a primeira parcela de sua dívida trabalhista. R$ 650 mil foram pagos para 163 ex-empregados. O plano prevê o pagamento de credores ao longo de dois anos, período em que deve ser constituída uma unidade produtiva isolada (UPI) para retomar as operações no mesmo local. A limpeza da área do estaleiro está em andamento, com a retirada de mais de 3 mil toneladas de restos de obras e material diverso. Até o fim do ano, começam as vendas de matéria-prima não utilizada. O Estaleiro Rio Grande possui dique de 350 metros de comprimento e é um dos ativos mais valiosos para a construção de cascos FPSO. Pretende operar como terminal portuário privado e processar aço para o setor metal mecânico.  A empresa busca investidores para finalizar a plataforma petrolífera P-71, que se encontra 30% montada dentro do dique seco.

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    Fumaça – A Japan Tobacco International (JTI) inaugurou a sua primeira fábrica de cigarros na América do Sul. Com investimento de R$ 85 milhões, o negócio é um dos principais da multinacional japonesa para 2018 e está localizada em Santa Cruz do Sul. A planta industrial tem 10 mil metros quadrados e capacidade para operar com quatro linhas de produção e em até três turnos. Serão produzidas, no Rio Grande do Sul, as marcas Camel e Winston. Além do mercado brasileiro, a produção será distribuída para Argentina, Bolívia, Chile e Equador. O projeto foi desenvolvido por um grupo de arquitetos da Alemanha, consagrado pela empresa e que já havia atuado em outros projetos da JTI pelo mundo. Durante o processo de instalação do empreendimento, normas legais do Brasil, importação de equipamentos, contratação e treinamento da equipe da fábrica foram cuidadosamente planejados. Com presença local desde 2009, a JTI emprega no Brasil, aproximadamente, 2 mil colaboradores em centros de processamento de tabaco, de pesquisa e de distribuição. Para compor o time da fábrica, foram feitas 4 mil entrevistas  e 80 contratados. Cerca de 50 deles, entre operadores e engenheiros mecânicos e eletrônicos, tiveram a oportunidade de viajar para participar de treinamentos em fábricas na Rússia, Romênia, Ucrânia, Polônia e Suíça.

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    Fumo – Em que pese a propaganda contra, o fumo ainda é uma das principais culturas do Rio Grande do Sul e vai continuar. Por isso o presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), Rudinei Härter, prefeito de São Lourenço do Sul, está participando da missão gaúcha a Genebra, na Suíça, justamente para defender a produção do tabaco. A missão é coordenada pela Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (AMPROTABACO). Härter fará parte da Conferência das Partes 8 (COP 8), que ocorre na Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT), e se estende deste ontem,segunda-feira, até o próximo dia 6 de outubro. Na COP 8, ele e a AMPROTABACO abordarão a importância da indústria do fumo para a região, o fomento da produção fumageira e a ampliação do apoio aos produtores.

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    Dados O fumo foi o segundo produto da pauta de exportações do Rio Grande do Sul em 2016. Em 2017, a produção chegou a 19.183,895 toneladas. A região Sul do Brasil é responsável por 98% da produção brasileira segundo dados da Afubra. Com 154 mil produtores integrados, em um universo de aproximadamente 615 mil pessoas participantes do ciclo produtivo no meio rural, o tabaco soma uma receita bruta anual de R$ 5 bilhões.

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    Até a próxima!




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