COLUNA CAMINHOS DA ZONA SUL – DIÁRIO DA MANHÃ – 05.06.2018

CAMINHOS DA ZONA SUL

www.caminhosdazonasul.com___________________Paulo Gastal Neto

Gang I – Os líderes do governo mais corrupto da história do Brasil não estão presos por acaso. O ‘trio de ferro’, Luis Inácio Lula da Silva, ex-presidente, Antônio Palocci, ex-ministro da fazenda e José Dirceu, ex-ministro chefe da casa civil, além da corrupção passiva, lavagem de dinheiro e recebimento de propinas em decorrência de acertos envolvendo contratos da Petrobrás iniciaram o processo de colocar o Brasil ‘a pique’! As condenações também apontam a negociação de propinas negociadas com a Odebrecht, para que a empresa de construção fosse beneficiada em contratos com a Petrobrás. Eram casos de “macrocorrupção” que envolvia agentes do Partido dos Trabalhadores e a principal estatal brasileira. Com o discurso populista fizeram a estatal bancar o que não podia, além do saque generalizado patrocinado pelos referidos ‘marginais’. Deu no que deu!

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Gang II – Além dessa corrupção toda, houve também má gestão e patrocínio de um mundo fora da realidade do mercado da época. De 2009 a 2013 ‘eles’ lançaram o Procaminhoneiro, financiamento para ônibus e caminhões com mais de R$ 100 bilhões, sendo que R$ 85 bilhões de recursos próprios do BNDES, com juros de 3% ao ano. Os corruptos em questão foram também irresponsáveis com a nação, pois desequilibraram o mercado de fretes. Num estudo da Confederação Nacional da Indústria, naquele período, avaliou que a decisão ‘daquele (des)governo’ causou o aumento do número de transportadores, tanto de autônomos quanto de empresas, levando um acirramento da concorrência, resultando em ociosidade da frota e a consequente diminuição dos valores dos fretes. Deu no que deu!

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Modal esquecido – Mesmo sabendo que desde os anos 80, a malha rodoviária brasileira perdia investimentos públicos para sua ampliação, conservação e restauração, e que tal fato refletia diretamente na competitividade e nos preços dos fretes pouco passou a ser feito para que se melhorassem as vias que recebiam cada vez mais caminhões. Por conta da negligência em relação as adequações necessárias ao modal rodoviário, aliado ao estado precário de conservação da malha rodoviária do País, 25% da receita de vendas da produção passou a ficar comprometida com os custos internos de transportes e sempre crescendo. Não se levou adiante programas fundamentais como as concessões rodoviárias e Parcerias Público-Privadas (PPP) e o incremento de alternativas como recursos de transporte através das hidrovias e ferrovias, que são os mais eficientes em razão da questão energética e da maior produtividade à movimentação de cargas de densidade mais elevadas por distâncias maiores – o que conferiria custos menores de circulação. Nenhum governo, sobretudo aquele coordenado pelos três corruptos presos, levou adiante tais possibilidades. Deu no que deu!

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Manicômio – Após esses pequenos exemplos, ‘patrocinados’ por um bando de corruptos, embarcamos nesta ‘nau sem rumo’! Chegamos a este movimento autofágico em que brasileiros acabaram literalmente destruindo outros brasileiros. Sim, porque você sabe quem vai pagar esta conta? Não é o governo. É o contribuinte. Pequenas propriedades rurais indo a pique, pequenas indústrias quebrando, pequenos comerciantes indo a falência. São brasileiros destruindo outros brasileiros enquanto um governo que mais parece um manicômio assiste passivamente e faz concessões com o seu dinheiro. Aqui no RS, para se ter uma ideia, segundo levantamento da Federação das Indústrias, as perdas estimadas para o setor no estado, após 10 dias de paralisação, já chegam a R$ 2,9 bilhões. Isso que neste levantamento, não está incluso o custo que muitas indústrias terão para a retomada das suas atividades, tais como aquecimento de caldeiras e fornos, limpeza e manutenção de máquinas que não poderiam parar. Também não inclui o impacto nas indústrias exportadoras, cujas perdas não significam apenas redução de faturamento por não embarcar os seus produtos, mas também cancelamentos e multas pelo atraso na entrega.

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Oportunismo – Não contentes ainda com o caos, a categoria dos petroleiros, de maneira oportunista, decidiu por uma greve de 72 horas. De forma realista o TST deferiu um pedido para que, diante do caráter aparentemente abusivo da greve e dos graves danos que dela podem advir, determinar a categoria em questão que se abstivesse do movimento de paralisar suas atividades no âmbito da Petrobras e de suas subsidiárias. Estipulou uma multa diária de R$ 500 mil que subiu para R$ 2 milhões diante da negativa dos petroleiros. Houve recuo. E assim foi a semana mais caótica do país nos últimos anos, sabemos, patrocinada por quem. Mas podem escrever: Dias piores virão nesse manicômio a céu aberto que se chama Brasil.

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Até a próxima!

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