MORRE O PROJETO DE R$ 3 BI EM RIO GRANDE

    Na foto de 2008 o registro do ato simbólico que demarcou a área onde deveria ser desenvolvido o empreendimento energético em Rio Grande.

    Na manhã desta terça-feira mais uma má notícia para a Região Sul do Estado veio de Brasília. Desta vez foi o soterramento do Projeto  de Usina Térmica que seria construído em Rio Grande. A ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica acabou cancelando o projeto de usina térmica da Bolognesi em Rio Grande. O voto foi do relator do processo na agência, Reive Barros dos Santos. A decisão foi acompanhada pelo restante da diretoria.

    Já tinha ocorrido a revogação da Termelétrica Rio Grande S.A, controlada pela Bolognesi Energia, mas a Aneel adiou a decisão. A agência definiu o final de agosto como prazo derradeiro para que a Bolognesi comprovasse condições de construir a usina ou a vendesse. Recentemente, o grupo New Fortress Energy, dos Estados Unidos, confirmou o interesse em assumir o projeto, mas não foi o suficiente para que a agência decidisse em favor do projeto.

    Abaixo um trecho do voto do relator do processo junto a ANEEL:

    “Diante do exposto, considerando que não foi comprovada evolução na estruturação do negócio ao longo desses sete meses, e que o descumprimento dos CCEARs por um empreendimento de grande porte como esse traz grande repercussão ao Setor Elétrico e a baixa expectativa de que nos próximos 27 dias a empresa obtenha a comprovação de todos os licenciamentos e contratos exigidos para viabilização da UTE, as áreas técnicas recomendaram, com o que eu concordo, a continuidade do processo de revogação da outorga de autorização da UTE Rio Grande.”

    A UTE Rio Grande teria capacidade para gerar 1,2 gigawatt. Projeto que se arrasta há anos e por vários governos estaduais sem sair do papel. Receberia investimento aproximado de R$ 3 bilhões. A ideia era construir um terminal de importação de GNL no porto de Rio Grande, além de uma unidade de regaseificação e uma de armazenamento. A energia a ser gerada por essa térmica foi vendida em um leilão A-5 realizado em 2014, com início de fornecimento previsto para 2019, que foi adiado para 2021.

    Sócio diretor da Gas Energy e consultor do projeto, Marco Tavares argumenta que uma vasta documentação foi apresentada, mas não recebeu análise por parte da Aneel. Informa que irão recorrer de forma administrativa, aguardando o início do prazo de dez dias após a publicação. As obras precisam começar em março de 2018, o que garante que a usina fica pronta no prazo exigido para fornecer a energia. É um projeto viabilizador do Estado, afirma Tavares.

    Afirma ainda que a empresa norte-americana tem condições de garantir o projeto e que isso está comprovado nos documentos. Ou seja, Tavares tem expectativa de reverter o cancelamento.




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