Área da ZPE aguarda liberação ambiental para instalação de empresas e indústrias

Reunido com o secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento do Estado (SDPI), Luiz Fernando Marcondes Farinatti, o prefeito Alexandre Lindenmeyer tratou da ampliação do distrito industrial do Rio Grande. As informações foram publicadas no Jornal Agora, de Rio Grande, na última terça-feira, em matéria assinada pela repórter Tatiane Fernandes.

No encontro, Farinatti afirmou que existe um projeto já licitado, para expandir o Distrito Industrial do Rio Grande (Dirg) para a área da antiga Zona de Processamento de Exportação (ZPE), mas que aguarda ainda a licença ambiental para iniciar a implantação da nova infraestrutura do local. A área está localizada próximo ao terminal de contêineres do Porto.

Sobre o assunto, o secretário de Coordenação e Planejamento do Município, João Carlos Cousin, afirmou que, desde a extinção da ZPE, em 2011, mais de 12 investidores já se interessaram em ocupar a área, no entanto, o local está sob jurisdição do Estado, que ainda não obteve liberação da licença de operação pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Cousin afirmou ainda que, em várias oportunidades, o prefeito tem tratado do assunto com autoridades do Estado e que a expectativa é que a área seja liberada em breve.

O distrito industrial ocupará a área da ZPE, com 547 hectares, e o entorno, totalizando mais de 1 mil hectares, segundo o secretário. Além de empresas e indústrias, Cousin informou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) já está com projeto em andamento para reforma e ocupação do prédio da sede da antiga ZPE.

A estrutura foi cedida para a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) em janeiro de 2013 para que o Senai ampliasse a oferta de cursos profissionalizantes. Na época falou-se na capacidade do local para a instalação de 15 turmas por turno.

Entenda

A ZPE rio-grandina foi criada em 1994, junto com outras 12 em todo o País. No local, foram investidos em torno de R$ 2 milhões, em melhorias nos terrenos e construção de prédios, mas nunca funcionou efetivamente. Após 17 anos da criação da ZPE, em 2011, o empreendimento foi extinto, para dar lugar ao distrito industrial, que ainda aguarda liberação ambiental.

As ZPEs caracterizam-se como áreas de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados no exterior, sendo consideradas zonas primárias para efeito de controle aduaneiro. A estrutura em Rio Grande ficou ociosa, porque não houve interesse efetivo de qualquer empresa para se instalar na área.

Fonte: Tatiane Fernandes – Jornal Agora

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