“Famílias invadem área de apoio do Distrito Industrial”: um outro lado do desenvolvimento

    Comentário do editor: Reportagem do Jornal Diário Popular da última segunda-feira relata a invasão de área pertencente ao Distrito Industrial de Rio Grande por famílias que não possuem moradia. O que chamou a atenção da equipe do Caminhos foi a história de vida de um dos invasores, conforme noticia a reportagem: um jovem de 25 anos que atravessou o país a partir do Estado de Rondônia, em busca de um futuro melhor no sul do Estado. Sem emprego e despejado do antigo imóvel, instalou-se na área de apoio ao Distrito Industrial de Rio Grande, junto com outras famílias. A matéria é assinada pelo repórter André Zenobini, e reproduzimos a seguir um pequeno trecho.

    A família de Robson Alexandre veio para Rio Grande com a esperança de um futuro melhor. Sem emprego e despejado, ele teve que dar um jeito para abrigar a esposa e os filhos. “Morava na Barra e fui despejado porque não tinha dinheiro pro aluguel. Eu vim de Rondônia e trabalhava nos serviços gerais do Polo Naval”, conta ele. Aos 25 anos, com esposa e dois filhos, o jovem está há quatro meses em Rio Grande.

    Segundo ele, essa situação é vivida por diversas outras famílias que se instalaram na área de apoio ao Distrito Industrial de Rio Grande. Às margens da BR-392, em frente ao antigo acesso à Balsa, vai surgindo um novo bairro em uma área que está sendo invadida. São 20 casebres já construídos sem nenhum tipo de infraestrutura. Outros devem surgir nos próximos dias, já que, segundo Alexandre, são 200 famílias que estão se abrigando na localidade.

    marcus maciel

    Crédito da fotografia: Marcus Maciel – Jornal Diário Popular

    Conforme o secretário de Habitação e Regularização Fundiária, a Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento do governo do Estado (SPDI/RS) já informou ao município que a área é de propriedade da União. “É uma área para o desenvolvimento industrial. A Secretaria da Fazenda já notificou as famílias de que estão construindo em local impróprio.” O superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, diz que se for autorizado entrará com o pedido de reintegração de posse, pois é uma área de interesse da expansão portuária. “Pelo plano diretor é proibido ter moradia ali por ter alta circulação de caminhões”, conclui Lopes.

     




    Comentários

    3 comments

    1. joao carlos santos

      Em primeiro lugar essas invasões tem viés político, alegar que esta desempregado não justifica invadir propriedades particular ou do governo. Serviço tem e muito, mas todo mundo só quer ir para o polo naval, que hoje está demitindo para continuar e ter condições de competitividade. O mais engraçado é que os locais invadidos são escolhidos a dedo.

    2. Rafael

      Concordo plenamente em todas colocações do Sr. João Carlos Santos, esperamos que o poder público se manifeste imediatamente e retire essas pessoas que invadiram esse local. Seria muito bom se tomassem providências com relação a outros lugares invadidos na cidade também a fim de inibir novas invasões.

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