Estado divulga projeto de melhorias para o Aeroporto de Rio Grande

    Foram anunciadas na última semana, pelo secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, João Victor Domingues, as definições sobre a concepção dos três aeroportos prioritários contemplados no Plano de Aviação Regional do Governo Federal para o Rio Grande do Sul. Entre eles está o Aeroporto de Rio Grande, junto aos aeroportos de Passo Fundo e Santa Rosa. De acordo com o governo há previsão de obras para 2015, mas ainda não foi divulgado o orçamento do projeto. 

    As próximas etapas para estes terminais são a criação do orçamento em um prazo de 60 dias e o processo de licitação por Regime Diferenciado de Contratação (RDC) com prazo estimado de mais 30 dias após a publicação do edital. O RDC permite que a mesma empresa faça o projeto executivo e realize a obra.

    O Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, do Governo Federal, prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos regionais brasileiros, conforme informações da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Destes, 15 aeroportos estão no Rio Grande do Sul: Alegrete, Bagé, Caxias do Sul, Erechim, Gramado, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santa Vitória do Palmar, Santo Ângelo, São Borja e Uruguaiana.

    Mudanças previstas no Aeroporto de Rio Grande:

    – Aeroporto Código 3C – Operação por instrumentos IFR diurno/noturno com implantação de VOR, Estação Metereológica de Superfície, estação de rádio EPTA, PAPI e casa de força;
    – Implantação de novo pátio de aeronaves com 23.784,00 m², com posição para até 8 (oito) aeronaves comerciais de grande porte ( família Boeing 737 e Airbus 319 e 320)
    – Implantação de Seção contraincêndio nível 5, de área total 4.148 m², sendo 290m² de área construída
    – Implantação de nova pista de taxi com 205,00 metros de comprimento, 4.112 m² e acostamento de 1.903 m²
    – Estacionamento de veículos para 206 vagas com 5.562 m²
    – Terminal de passageiros com 3.188 m²




    Comentários

    16 comments

    1. João Carlos

      Já estava na hora, afinal Rio Grande tem uma das maiores demandas do Estado, e agora em Setembro o movimento aumentará ainda mais com o incremento de atividades do Polo. Será muito bom chegar no aeroporto e estar em casa em 15 minutos, até menos que isto.

    2. Rafael

      A demanda por vôos da região provenientes de Rio Grande é enorme, já era tempo de fazer uma ampliação desse porte e a cidade ter o aeroporto que merece sem precisar se deslocar para outras cidades. Parabéns e avante Rio Grande.

    3. Miguidelo

      O importante é que a demanda em Rio Grande justifica a construção de um grande aeroporto.
      O Polo Naval deverá a partir do mês que vem receber ao redor de 3.500 metalúrgicos e a partir de maio de 2015, com as plataformas que deverão chegar a Rio Grande e São José do Norte, esse número subirá para 12.000 postos de trabalho, que junto com os 10.000 que trabalham na Engevix totalizará 22.000 trabalhadores do Polo Naval. Isso gerará uma demanda bem maior do que a atual, que atende a população e os trabalhadores do Polo.
      Junte-se a esse contingente a população de Pelotas, que é atendida por um pequeno avião e fica fácil de perceber como será o movimento.
      Aqui de Salvador/BA, para se chegar a Rio Grande, perde-se praticamente um dia de viagem. Finalmente isso vai acabar…
      Parabéns ao blog, sempre atualizando as notícias da zona sul gaúcha, e colocando pessoas de todo o Brasil em dia com a notícia, coisa que os jornais da região nem sempre o fazem.

    4. Amadeu

      Pelotas já tem um aeroporto administrado pela Infraero, com uma pista capaz de receber Boeings. No entanto, as autoridades da cidade não se mexem para atrair novos voos, projetos de ampliação e com isso consolidar o aeroporto como o principal da região. O aeroporto de Pelotas poderia muito bem atender a Zona Sul, atraindo recursos para a cidade e tb impulsionando o turismo, mas dada a inércia dos politicos pelotenses, Rio Grande vai mais uma vez passar a frente.

      • Rafael Lopes

        Pois é Amadeu, a pista com 2000×42 é a segundo maior do interior do RS(só não é maior porque Santa Maria utiliza a pista da base) e a terceira do estado. Da região sul é a oitava em dimensões. É lamentável a inercia dos governantes de Pelotas. Principalmente com desconhecimento e descaso com as vantagens logísticas da cidade não só com aeroporto. Porto pouco investimento para operacionalidade plena, Centro de entroncamentos rodoviários (rodovias duplicadas) com diversas áreas disponíveis, Todos há 30 minutos do Porto Marítimo do Rio Grande, Ferrovia e Aeroporto muito bom mas…

    5. Julio

      Não vejo desvantagem nenhuma para Pelotas que continuará com potencial para atender outros municípios, apenas uma vantagem para nós riograndinos e para os que aqui estarão, já que não precisaremos mais, assim espero, ter que ir até Porto Alegre para deslocarmos par o restante do país.

    6. Julio

      Qual o problema de dependermos cada vez menos de Pelotas? Se um dia sair a ligação a seco com SJN a gritaria será ainda maior, pensamento mesquinho.

      • Rafael Lopes

        Julio nenhum problema, Nada mais justo que Rio Grande receba melhorias em seu sistema de transporte. Mas Gostaria que leste com mais calma e verificasse que a estrutura física em Pelotas é melhor correto? E portanto não justificando o fechamento deste para construção do um novo em Rio Grande com se tem ventilado. Visto que mesmo com as obras, a pista de Rio Grande vai continuar a limitar a operação das aeronaves (1500×30 homologados). E ainda por estar no centro geográfico da região, o atual aeroporto de Pelotas fica a no máximo 60 minutos das maiores cidades (Canguçu, São Lourenço, Arroio Grande e até mesmo Rio Grande). Diferente de se um novo localizado na Quinta como se pensa aumentária em pelo menos mais 30 minutos o acesso a estas e as outras cidades da região e ainda se pagaria um pedágio a mais. Tornando assim de certa forma menos interessante e mais oneroso para todas as outras cidades. Mesmo que com passagens mais baratas, teria um tempo maior de deslocamento a um custo praticamente igual.

    7. Rafael

      É excelente a notícia da ampliação para um aeroporto de maior porte em Rio Grande, boa parte senão a maior demanda da região é de RG devido ao polo naval que é aqui. Antes quando tinha-se somente a NHT operando na região os aeroportos de Rio Grande e Pelotas tinham os mesmos vôos e isso não prejudicava um ao outro. Quando a AZUL chegou na região esteve nas duas cidades demonstrando o interesse de operar nelas, começou a operar antes em Pelotas porque o aeroporto dessa precisava menos exigências naquele momento e que para Rio Grande seria questão de tempo e algumas reformas para a sua operação também. Pensar em não melhorar/utilizar o aeroporto de Rio Grande SÓ porque o de Pelotas tem um tamanho de pista maior seria o mesmo que dissesse para não utilizar mais o porto de Pelotas que é lacustre (de lagoa e com calado baixo) porque Rio Grande tem um porto marítimo de grande calado.

      • Rafael Lopes

        Rafael, Infelizmente é oque acontece com o Porto de Pelotas por estar sob administração do SPH. E quase o mesmo acontece com aeroporto do Rio Grande que sabemos só está recebendo melhorias por iniciativa do Governo Federal e não do estadual que é quem o administra. Também já havia dito aqui e em outras ocasiões que aeroporto do Rio Grande poderia concentrar os voos mais curtos e de aeronaves executivas. E Pelotas absorver as aeronaves maiores em voos mais longos e também os possíveis voos de carga. Parecido com o praticado em Blumenau-Navegantes. E lá a distancia é semelhante (E aqui aeroporto de Pelotas tem pista maior). Até porque se a ideia é de um aeroporto que atenda a região deveria-se então pensar na região comum todo e não apenas em uma ou duas cidades, porque se fica ruim ir da direita para esquerda, porque seria bom ir da esquerda para direita e ainda com as outra cidades ficando ainda mais longe e gastando mais?

        • Rafael

          Rafael Lopes, concordo que o aeroporto de Rio Grande receberá investimentos do governo federal, nada mais justo até porque os investimentos do polo naval para Rio Grande partiram do governo federal. Com essa ampliação e modernização do aeroporto de Rio Grande acho que cai a idéia de se ter um aeroporto que atenda toda região sul, o que vai acontecer é Rio Grande ter seu aeroporto como sempre teve e Pelotas o seu. Os habitantes das cidades do entorno irão no aeroporto mais próximo. A estimativa da Furg, Prefeitura do Rio Grande, Governo Estadual, IBGE entre outros é que até 2020 a população de Rio Grande ultrapasse os 400,000 habitantes, então já estão preparando o aeroporto para atender toda essa demanda, bem como novos hospitais, bairros, escolas, duplicações, rodoviária e tudo mais. Concordo que o aeroporto de Pelotas tem uma pista maior, mas isso não faz tanta diferença, pois o aeroporto de Uruguaiana tem status de internacional e tem os mesmos 1500 metros de pistas do que o de Rio Grande, para as nossas necessidades não precisamos muito mais que isso, podemos receber aeronaves de maior porte, exemplo disso é quando vem diretores da Petrobrás e ministros na feira do Polo Naval com seus jatos, com a reforma poderemos receber essas aeronaves com frequência diária e enfim a instalação da Azul no município, isso tudo já está definido. E também a distância para pegar um avião em Pelotas não é 60 km, e sim 120 km pois a pessoa vai até o aeroporto e quando volta tem todo caminho de volta, fora os dois pedágios de ida e volta. Quando tivermos as ligações a seco que já estão em fase de estudo nos próximos anos para São José do Norte e Arroio Grande (hoje feitas por balsas e lanchas) assim como Pelotas também seremos uma cidade central e de passagem, com Pelotas, Arroio do Padre, Turuçu do Sul ao norte, Arroio Grande, Capão do Leão, Herval, Jaguarão, Pedro Osório de um lado, São José do Norte, Mostardas, Tavares de outro e ao sul Santa Vitória do Palmar, Chuí e Chuy/Uruguai ao sul. Os investimentos são para atender toda demanda dessa região, assim como o de Pelotas atenderá as cidades próximas de si, ou seja, vai ser bom para todos.

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