Polo Naval: Projeção de demissões fica menor

Apesar de o alarme inicial ter apontado para 11 mil desempregados em Rio Grande quando acabarem as obras da P-55 e da P-58 na Quip, números divulgados pela Petrobras reduziram a tensão no sul do Estado. O anúncio permitiu desmarcar a segunda reunião do comitê de desmobilização, prevista para hoje.

Respondendo consulta de ZH, a estatal informou, em nota, que o contingente sob risco de não ser reaproveitado durante o intervalo entre uma plataforma e outra agora é de 2 mil pessoas – em sua maioria, peões de trecho, que costumam circular por diferentes canteiros de obras.

Segundo a Petrobras, dos 19,5 mil trabalhadores atuais, 17,5 mil serão aproveitados em projetos futuros na região. Os novos números incluem também os profissionais que vão atuar em São José do Norte.

Oficialmente, a alteração da agenda se deu porque Petrobras e Quip estão voltadas à conclusão da P-55, a ser entregue dia 16 deste mês, com a presença de Dilma Rousseff em Rio Grande. Mas há outra versão: a repercussão de informação divulgada pela Secretaria Estadual do Trabalho, de que até 11 mil pessoas seriam dispensadas foi maior do que a prevista e gerou insatisfação.

A saída dos profissionais deverá seguir o modelo apresentado na época da conclusão da P-53, em 2009. Primeiramente, os trabalhadores de fora deixam a cidade – seriam cerca de 10 mil pessoas neste grupo – para trabalhar em outras regiões do país.

No segundo momento, os trabalhadores que moram na região e se destacaram são deslocados para projetos em Rio Grande ou outro local.

Por último, uma parcela buscará o seguro-desemprego. O número não é oficializado, mas não deverá chegar a 10% do quadro, de acordo com especialistas do setor. Um mutirão deve ser organizado para acelerar processos e evitar transtornos.
 
Não é a primeira vez que o polo naval viverá um gap de oportunidades. A diferença para a anterior, em 2009, é que a previsão deste ano é proporcionalmente menor. Apesar de afirmar que só falará sobre o futuro no dia 16, após entregar a P-55, a Quip já admite, extraoficialmente, que não deverá demitir mais do que metade de seus 9 mil trabalhadores.

Isso porque o tempo sem construções no estaleiro da Quip não deverá ser extenso. Antes mesmo das chegadas dos cascos da P-75 e P-77 (previstas para o segundo semestre de 2015 e primeiro semestre de 2016, respectivamente), haverá pelo menos 3 mil funcionários participando da construção dos módulos.

Fonte: Rafael Divério – Jornal Zero Hora
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Comentários

1 comment

  1. Anonymous

    Só até agora não entendi a quem interessou tal notícia de decisão em massa se todos sabem que as demissões vem acontecendo ou melhor não São nem demissões muitos sao transferidos para outros locais pois grande parte dessa mão de obra e de empresas tercerizadas por via de consequência terminou serviço vão embora normal

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