Aerogeradores de complexo eólico do Chuí serão construídos em… Guaíba (RS) e Suape (PE)

    Com um investimento de cerca de R$ 100 milhões, a fábrica de Guaíba do grupo argentino Impsa deverá produzir os primeiros aerogeradores para parques eólicos ainda neste ano. E os equipamentos já têm destino certo: o complexo eólico Chuí, localizado no extremo Sul do Estado, que deve entrar em operação no primeiro trimestre de 2014.

    Nesta semana, a Impsa fechou contrato com a Chuí Holding – formada pela Eletrosul e pelo Fundo de Investimentos em Participações Rio Bravo –, para fornecer 72 aerogeradores, com capacidade para gerar 144 megawatts. Enquanto a produção gaúcha não começa, parte dos equipamentos será fabricada na unidade de Suape (PE). O complexo do Chuí terá seis parques e geração anual de 587,7 mil megawatts hora de energia, suficiente para abastecer 280 mil famílias.

    As obras da unidade da Impsa Wind, braço do grupo estrangeiro, devem começar em março e a previsão de conclusão é de no mínimo oito meses depois. Por enquanto, a empresa aguarda a concessão das licenças. A fábrica de Guaíba da companhia argentina terá capacidade para produzir 220 equipamentos por ano e deverá contar com mais de 20 fornecedores de suprimentos.

    – Esta será considerada a nossa fábrica do Mercosul, devido à localização estratégica para aproveitar a boa qualidade dos ventos no Rio Grande do Sul e no Uruguai – afirma o vice-presidente da Impsa, José Luis Menghini.

    Fonte: Élio Bandeira – Informe Econômico – Jornal Zero Hora
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    Comentários

    6 comments

    1. Anonymous

      Como os governos do RGS têm prejudicado a Zona Sul. Quantos empreendimentos deixaram de ser erguidos na nossa zona. Se pudessem levariam o Polo Naval de Rio Grande para perto de Poa.
      A Chevrolet poderia ter sido erguida em Pelotas ou qualquer outro minicípio, assim como o Polo naval de Charqueadas, fábrica de elevadores, etc. A má vontade com a nossa região é tão grande que um ex prefeito de Pelotas iniciou um movimento de criação de um estado da Metade Sul, que seria poderoso e ainda teria um porto como o de Rio Grande, coisa que eles não possuem.
      Acho que os prefeitos da Zona Sul, as Câmaras Municipais tem que se unirem, sem a participação do governo do estado, e exigirem que sejamos olhados com mais respeito.

    2. Primeiro, considero errôneo os termos que designam as duas partes de nosso Estado – metade sul e metade norte, pois o RS é um Estado único
      e deveria ser tratado desta forma, indivisível, atômico.
      O que estarão dizendo neste momento os habitantes de lá (metade norte) com essa dinheirama sendo investida aqui (metade sul)?
      “O Governo do RS não pensa em nós, pensa apenas no pessoal da metade sul!”
      Raciocínio lógico e inverso.
      Segundo, a GM jamais viria a região Sul em curto espaço de tempo pois nossa região é altamente agrícola e carece de indústrias de transformação
      Oportuno ressaltar que em um passado não muito distante a reigão Sul era fortemente industrial.
      Nesta região, o setor metal-mecânico existente é pequeno senão inexistente quando comparado à outras regiões do RS.
      Aqui, o setor possui importância local, sem grandes escalas de produção.
      Logo, as empresas não conseguem por exemplo, captar novos clientes, atingir novos mercados, atender demandas que surgem, entre outros aspectos.
      Nos últimos anos parece haver, movimentação por partes das empresas locais e órgãos de apoio ao empresário visando atender as demandas que estão
      surgindo em nossa região.
      No RS, empresas do setor metal-mecânico estão historicamente localizadas nas regiões noroeste, no vale dos sinos, na serra e
      na RMPA – Região Metropolitana de Porto Alegre.
      Acaso o Governo do RS não investir em política hidroviária o que poderá ocorrer nos próximos anos é a descentralização das atividades destas empresas
      vindo a se instalar na região Sul por uma questão de custos logísticos e portuários.
      Do ponto de vista político, os casos de Charqueadas(PDT) – pólo naval, São Leopoldo(PSDB) – fábrica elevadores Hyundai , Camaquã(PP) –
      fábrica de caminhões Shiyan Yunlihong, são no mínimo intrigantes pois não fazem parte da base aliada do atual Governo Federal.
      Nos casos, de Bage(PT) – fábrica ônibus Patriarca e Rio Grande – pólo naval, ambas cidades estão em consonância com os Governos Estadual e Federal.
      Terceiro, o pólo naval de charqueadas irá se tornar realidade pois o prefeito da cidade em questão tomou a iniciativa articulando com o Governo do RS
      a instalação desse empreendimento. Portanto, a palavra-chave é articulação política.
      É impressionante a letargia das ações de nossas lideranças políticas (Zona Sul) no que se refere a pólo naval, novas indústrias, atração de investimentos.

    3. Concordo contigo João Luís. Teu comentário engrandece o debate. Tu não acha que se dá muito “peso” nessas discussões aos governos? A questão de Charqueadas e do polo naval do Jacuí, ao meu ver, parece lógica. Será que os empresários não pensaram “ora, se os recursos (inclusive humanos) que eu necessito para produzir estão aqui (próximos a Porto Alegre), e posso levar por barcaças até o local em que eles serão utilizados, por que levar através de carretas o material bruto e produzir lá no extremo sul do Estado, onde faltam fornecedores e recursos humanos?”. Me parece que essa decisão não foi política, ou não foi SÓ política, mas uma decisão visando o melhor para essas empresas. Escrevi mais sobre isso em http://www.caminhosdazonasul.com/2012/07/novo-polo-naval-de-charqueadas-e-rio.html

      Abraços!

    4. Positivo Marcelo. Creio que as tratativas sobre onde instalar novos empreendimentos possuem peso político sim, mas este não é fator determinante na tomada de decisões por parte das empresas. Em nosso entendimento, o Pólo Naval de Charqueadas (PNC) se tornou viável naturalmente em função de vários aspectos que pesaram negativamente em relação à região Sul, que são: (1) em Rio Grande as áreas disponíveis para grandes investimentos possuem limitações que são: (a) física, (b) urbana – populações vivendo as margens do estuário da Lagoa dos Patos e (c) ambiental – essas áreas fazem parte de alguma APA ou APP; (2) distância beira mar: o Saco da Mangueira é a única área que poderia receber imediatamente investimentos “beira mar”. Porém, a não existência de profundidade (calado) e a ponte dos Franceses são duas barreiras, transponíveis, mas são barreiras; (3) especulação imobiliária – custos elevados para adquirir essas áreas; (4) ambientalismo: esse movimento que tomou forma e força nos últimos anos não consegue ou não quer enxergar que mesmo tendo impacto ambiental as empresas pagam por este impacto através da chamada compensação ambiental, prevista em lei e obrigação de todo empreendedor, sejam na forma de hospitais, escolas, obras de infra-estrutura, entre outros. Cito o seguinte exemplo: o estaleiro previsto da Wilson,Sons. Como forma de compensação ambiental, a Reserva Biológica Estadual do Mato Grande – REBIO Mato Grande, situada na localidade de Santa Isabel, distrito de Arroio Grande-RS, receberá recursos na ordem de R$ 650 mil reais destinados à sua implantação. Além deste pagamento ambiental, os empreendimentos trazem desenvolvimento econômico e social à região de instalação e sua zona de influência; (5) de forma análoga a Rio Grande, São José do Norte possui alguns destes aspectos que até o momento impedem a instalação de empresas. Associado a isso, a falta de infraestrutura local é outro agravante. Creio que o fator crucial se diz respeito à preservação de Dunas e áreas alagadas a margem do estuário da Lagoa dos Patos; (6) a cidade de Pelotas poderia ser outro local a receber investimentos do setor naval. Porém, o local escolhido pelo Governo Estadual e intitulado Distrito Industrial Naval (DIN – Chácara da Brigada) carece de obras de infra-estrutura; (7) o porto de Porto Alegre seria outro forte candidato. Entretanto, a áreas que se mostram disponíveis carecem também de obras de infra-estrutura e algumas áreas fazem parte do Porto Organizado. Logo, todas as discussões, aprovações ou reprovações, devem passar pelo conhecimento do CAP – Conselho da Autoridade Portuária. Posso estar equivocado, mas creio ainda que em função desses aspectos descritos e evidentemente por outros aspectos que não são de meu conhecimento as empresas optaram por descentralizar suas operações, pois algumas dessas empresas que irão compor o PNC já operam no Pólo Naval de Rio Grande (PNRG).

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