
Essa automação permite mais agilidade na triagem, desafoga o trabalho da equipe de enfermagem e acelera a tomada de decisões clínicas, contribuindo para um atendimento mais seguro e eficiente. Foto| Divulgação
Esse recurso tecnológico permite mais agilidade na triagem, desafoga o trabalho da equipe de enfermagem e acelera a tomada de decisões clínicas.
O Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel/Ebserh) adquiriu 14 monitores de triagem Smart Check Toth, por meio de recursos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). A tecnologia representa um avanço importante na otimização do atendimento e na segurança da informação clínica no ambiente hospitalar.
Os novos equipamentos são capazes de realizar, em menos de dois minutos, a leitura dos principais sinais vitais do paciente — saturação de oxigênio, pressão arterial não invasiva e temperatura corporal — além de contar com funcionalidades adicionais, como leitura de pulseiras de identificação e HGT (glicemia capilar).
O grande diferencial do Smart Check está na integração com o sistema AGHU (Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários). Por meio de conexão via Wi-Fi e API, os dados coletados pelos monitores são automaticamente registrados no prontuário eletrônico do paciente, eliminando etapas manuais de transcrição e, consequentemente, reduzindo riscos de erro humano.
Para Ana Candida Martins Bálsamo, enfermeira da unidade de Clínica Médica, “a aferição de sinais vitais é um saber técnico indispensável ao exercício da prática do cuidado da enfermagem, mas o uso da tecnologia, quando se tem muitos pacientes e alta rotatividade, contribui para redução dos erros de leitura e variações causadas por fatores humanos, pois padroniza a aferição. E, quanto ao saber técnico necessário, mesmo com utilização destes dispositivos, a propedêutica é indispensável. Ou seja, os aparelhos de triagem adentram o ambiente hospitalar com respaldo técnico/científico e sob “custódia” do profissional capacitado para manejá-lo e realizar as interpretações de acordo com o quadro clínico de enfrentamento”.
“A rapidez na coleta dos sinais vitais por meio de tecnologia digital também permite uma intervenção precoce em situações críticas, ajudando na prevenção de agravamentos do quadro clínico. Isso reflete diretamente na segurança do paciente e na eficiência dos protocolos assistenciais”, reforça Ana.
Essa automação permite mais agilidade na triagem, desafoga o trabalho da equipe de enfermagem e acelera a tomada de decisões clínicas, contribuindo para um atendimento mais seguro e eficiente.
Para o chefe do Setor de Engenharia Clínica do HE-UFPel, o engenheiro clínico, Cleiton Garcia, “procurando sempre trazer novas tecnologias para o HE-UFPel, a equipe da Engenharia Clínica atua na busca contínua por soluções que aliem inovação, segurança e eficiência no cuidado ao paciente. A partir da integração com o sistema AGHUX, prevista para as próximas etapas da implantação, o processo de monitoração será ainda mais automatizado. O profissional de saúde poderá ler o código de barras na pulseira de identificação do paciente e, por meio da rede Wi-Fi do hospital, os sinais vitais coletados pelo equipamento serão automaticamente transferidos para o prontuário eletrônico. Essa conectividade elimina a necessidade de lançamentos manuais, reduz a carga de trabalho da equipe e aumenta a confiabilidade dos dados registrados, contribuindo para um fluxo assistencial mais ágil, seguro e inteligente”, assegura Cleiton.
A aquisição reforça o compromisso do HE-UFPel com a inovação tecnológica, a segurança do paciente e a melhoria contínua dos processos assistenciais, em sintonia com os objetivos do Rehuf de qualificar o atendimento prestado pelo SUS nas instituições vinculadas às universidades federais.
Sobre o HE-UFPel
O HE-UFPel faz parte da Rede Ebserh desde outubro de 2014. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.