VOTO POR PELOTAS: ELEIÇÃO DE 2026 MOSTRA AVANÇO DA ESCOLHA POR CANDIDATOS LOCAIS

VOTO POR PELOTAS: ELEIÇÃO DE 2026 MOSTRA AVANÇO DA ESCOLHA POR CANDIDATOS LOCAIS

Levantamento da Aliança Pelotas aponta redução da evasão de votos e maior concentração em candidatos com vínculo com a cidade; movimento elege Marciano Perondi e Júnior Fox

A eleição de 2026 produziu um resultado que vai além dos nomes eleitos. Os números da votação em Pelotas indicam uma mudança no comportamento do eleitor e reforçam uma das principais bandeiras defendidas pela campanha liderada pela Aliança Pelotas: “Voto por Pelotas: Nossa Voz, Nossa Força”. A avaliação é do grupo gestor do movimento ao levantar os percentuais alcançados na urna.

Raphael Morales da Aliança Pelotas. Foto: Divulgação

Conforme os cálculos, 63,8% dos votos válidos em Pelotas para deputado federal foram destinados a candidatos de Pelotas. Para deputado estadual, o percentual chegou a 62%. O cálculo não considera, neste primeiro levantamento, candidatos de outros municípios da Zona Sul que também possuem vínculo regional e poderiam ser considerados representantes da região. O resultado chama atenção quando comparado ao cenário de 2022. Naquela eleição, a evasão de votos de Pelotas para candidatos de fora da cidade superava 70%. Em 2026, segundo o levantamento da Aliança, a média caiu para aproximadamente 56%. A diferença, segundo o grupo, representa uma mudança importante na relação do eleitor com a escolha dos representantes. Pelotas passou a concentrar uma parcela maior de seus votos em candidatos da própria cidade, mesmo diante de um número elevado de candidaturas.

“Os números sublinham nossas avaliações sobre o êxito da campanha, que elegeu Mariano Perondi e Junior Fox e também mostrou a autoridade de nossos políticos que obtiverm bom desempenho nas urnas, como o deputado federal Daniel Trzeciak (PSDB), a ex-prefeita Paula Mascarenhas e a jornalista Maíra Lessa”, destacou o coordenador da Aliança, Raphael Morales.

PULVERIZAÇÃO – A eleição também expôs um problema que acompanha Pelotas há vários pleitos: a quantidade de candidaturas locais disputando o mesmo espaço eleitoral. Para o coordenador, a pulverização dos votos continua sendo um dos principais obstáculos para transformar a força eleitoral da cidade em representação política. “A avaliação do movimento é de que, embora o eleitor tenha demonstrado maior disposição para votar em candidatos locais, a multiplicação de nomes apresentados pelos partidos acabou dividindo essa votação”, pontuou.

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