
Da ZH – ZONA SUL – Frederico Feijó
Feira começou ontem segunda-feira (5) com foco em negócios, atividades técnicas e atrações culturais; Fazendinha também ganha novo espaço no parque
A partir de segunda-feira (5), a EXPOFEIRA DE PELOTAS chega à marca de 100 edições com uma programação ampliada. Até 12 de outubro, o parque Ildefonso Simões Lopes, na Avenida Fernando Osório, terá mais de mil animais, leilões, cerca de 50 palestras e apresentações artísticas.
Nos últimos dias antes da abertura, os preparativos se intensificaram. Presidente da Associação Rural de Pelotas, Rodrigo Azambuja afirma que a proposta foi preparar uma edição maior sem concentrar os esforços em apenas uma área da feira. — Está muito corrido. Muito trabalho foi feito, mas ainda tem bastante trabalho a fazer, porque somos muito detalhistas. A todo momento estamos organizando mais um detalhe para receber muito bem toda a comunidade e todos os visitantes — conta.
Mais de mil animais e 10 leilões
A programação apresentada no lançamento da feira, em setembro, previa oito leilões e 35 palestras. Com a aproximação da abertura, esses números cresceram. Conforme Azambuja, a programação atualizada chega a 10 leilões e cerca de 50 palestras, distribuídas em diferentes atividades.
A exposição reunirá mais de mil animais, entre exemplares participantes de mais de 20 julgamentos, leilões e aqueles que estarão na Fazendinha. Entre as raças presentes estão Aberdeen Angus e Corriedale, além de pôneis.

A edição deste ano é maior em todos os seus pilares. Teremos mais de mil animais expostos, contando os julgamentos, os leilões e a Fazendinha. Temos uma grande exposição de animais de argola e também dos rústicos. RODRIGO AZAMBUJA Presidente da Associação Rural de Pelotas
Na área técnica, serão cinco espaços destinados a palestras e atividades. Para Azambuja, negócios, conhecimento e exposição de animais continuam sendo elementos centrais mesmo com o crescimento das atrações destinadas ao público em geral.
— Buscamos o equilíbrio. Queremos fazer um evento sólido de negócios, um evento forte de entretenimento e também um evento muito técnico — reforça.
Fazendinha muda de lugar
Uma das mudanças que o visitante perceberá está na Fazendinha, que deixa o espaço utilizado nas últimas edições e passa para uma área maior, no centro do parque. O ambiente terá mais de 100 animais e uma proposta educativa voltada especialmente às crianças, aproximando o público do cotidiano da produção rural e de temas relacionados à alimentação. — Era um lugar menor e agora foi para um espaço maior, no centro do parque, com um ambiente muito propício para uma grande atividade educativa para as nossas crianças — destaca Azambuja.
Agenda cultural foi a que mais cresceu
Se fosse necessário apontar a área que mais avançou em comparação com as últimas edições, o presidente destaca a programação artístico-cultural. Haverá atividades durante todos os dias da feira e em diferentes horários. — Talvez, em relação aos últimos anos, o pilar que nós fortalecemos mais tenha sido o artístico-cultural. É o que mais cresceu. Vamos ter atividades artísticas todos os dias, em vários horários — afirma.
A programação estará distribuída por dois palcos no Pavilhão Gertum e outro na Rua Coberta, no centro do parque. A agenda reunirá artistas do Rio Grande do Sul e atrações de países vizinhos. Entre elas estão a uruguaia Catherine Vergnes e um grupo de folclore argentino.
Mesmo com a expansão da agenda cultural, Azambuja reforça que a intenção foi fazer a centésima edição crescer de maneira equilibrada.
— É difícil identificar qual desses pilares é a grande novidade. Nós entendemos que precisamos fortalecer todos. A exposição de animais, a parte comercial e a parte técnica também ganharam muita atenção — aponta.
“Sensação de privilégio”
À frente da Associação Rural justamente no momento em que a Expofeira chega à centésima edição, Azambuja associa a marca às diferentes gerações que construíram o evento. — A sensação é de privilégio por estar neste momento, junto com toda a diretoria, envolvido nesse processo. A centésima edição representa o trabalho de muitas gerações e de muitas pessoas no nosso município, na nossa região e no nosso Estado — frisa. A comemoração dos 100 anos, segundo ele, também ocorre em um período de dificuldades para produtores rurais, especialmente após sucessivos eventos climáticos no Rio Grande do Sul. Por isso, a programação técnica também foi pensada como espaço para discutir soluções e eficiência no campo.
— Nós equilibramos a celebração dessas 100 edições com a reafirmação do compromisso da Associação Rural de Pelotas com os produtores rurais. Teremos uma série de atividades para fortalecer e buscar juntos soluções para tantos desafios — conclui.