
A redução dos juros traz algum alívio às condições financeiras das empresas e sinaliza perspectiva de melhora gradual do ambiente econômico. Foto: Dudu Leal / Fiergs/Divulgação
FIERGS diz que redução da taxa de juros para 14,75% é importante em um cenário ainda desafiador para o setor produtivo
Presidente Claudio Bier reforça necessidade de o governo adotar a responsabilidade fiscal
O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, saúda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta quarta-feira (18), de iniciar a redução da taxa Selic, que caiu 0,25 ponto percentual, para 14,75%. “Representa um movimento importante em um contexto ainda desafiador para o setor produtivo. A indústria gaúcha inicia o ano enfrentando dificuldades relevantes, com níveis de confiança deprimidos, custos elevados, dificuldade de crédito e novas incertezas decorrentes da alta recente dos preços do petróleo por conta do conflito no Oriente Médio e do risco de paralisações logísticas”, afirma.
Nesse cenário, segundo Bier, a redução dos juros traz algum alívio às condições financeiras das empresas e sinaliza perspectiva de melhora gradual do ambiente econômico. No entanto, é fundamental reconhecer que a sustentabilidade desse processo depende essencialmente do avanço na agenda doméstica. “Sem sinais claros de responsabilidade fiscal e de estabilidade institucional, o espaço para uma trajetória consistente de queda dos juros permanece limitado. Reequilibrar essa equação é condição necessária para fortalecer o investimento, recuperar a competitividade da indústria e sustentar o crescimento do país”, salienta.
Comentário da Fecomércio-RS: Selic em 14,75%

Presidente Fecomércio RS, Luiz Carlos Bohn. FOTO: Emmanuel Denaui/ Agência Preview
“A decisão do Comitê já era esperada pelo mercado. Em coerência com o que havia sido sinalizado no comunicado da reunião anterior, o Comitê optou por iniciar o processo de afrouxamento monetário. Entretanto, diante do aumento da incerteza derivada do cenário internacional, a redução foi menor do que a anteriormente esperada (0,5 p.p.). O atual conflito entre EUA/Israel e Irã aumentou significativamente o preço do barril de petróleo no mercado internacional, que, dependendo da intensidade, do espalhamento e da duração, pode pressionar a inflação para além do curtíssimo prazo. No entanto, como temos ressaltado, independentemente de condicionantes externos, o governo brasileiro precisa atuar de maneira efetiva para propiciar juros estruturalmente mais baixos. E isso se dá essencialmente por meio da condução de uma política fiscal mais austera e responsável.”